Mulher sorridente com os braços atrás da cabeça na frente de um portão amarelo

Dra. Adriana Bonfioli

Quando se trata de autoestima, acredite, só uma opinião importa: a sua. Não adianta ter todos à sua volta reconhecendo o seu valor e habilidades se, no fim do dia, você mesmo(a) não consegue se dar esse crédito

A grande verdade é que o nosso maior inimigo, pasme, somos nós mesmos. Enquanto abrimos concessões para outras pessoas, não pegamos nenhum pouco leve com nossos erros e limitações. Aí, quando assustamos, nada sobra. A confiança e o autocuidado vão embora e cedem lugar ao constante medo e insegurança.

Tudo isso faz com que nós, em todos os aspectos da vida (profissional, social, amoroso etc), entremos em um círculo vicioso de incessante busca pela validação de nossas próprias crenças limitadas. No entanto, como fomos nós que a construímos, sempre haverá um “porém”, entende?

Assim como o juiz e o júri, nós constantemente nos colocamos em julgamento por algo que nós mesmos criamos. E, no final, o resultado é sempre o mesmo: condenação.

Pensando nisso, preparamos X dicas para aumentar a autoestima para que vocês, queridos leitores, nunca mais se permitam voltar para esse círculo. Vamos lá?

Primeiramente: o que é autoestima?

A autoestima diz respeito à forma com a qual você se sente sobre si mesmo. Ela costuma ser o resultado de uma série de experiências que podem fortalecê-la, ou não (a maioria destas, inclusive, ocorre na infância).

Todos nós passamos (e vamos passar) por momentos em que nos sentimos um pouco deprimidos e com dificuldades para acreditar em nosso potencial. Entenda: a autoestima baixa é algo comum a todo ser humano e, portanto, sempre pode aparecer para nos assombrar.

Porém, quando isso se torna uma situação constante e a longo prazo, é preciso fazer algo a respeito. Afinal, outros problemas graves podem nascer dessa situação como, por exemplo, depressão e ansiedade.

Sendo assim, tente colocar em prática algumas dessas dicas abaixo e, caso nenhuma delas ajude, não deixe de procurar por ajuda, combinado? Vamos lá!

1. Desafie suas crenças negativas

É muito normal que, ao longo da vida, a gente se pegue pensando em coisas do tipo:

  • “Não sou inteligente o suficiente para isso.”
  • “Ninguém gosta de mim.”
  • “Não sou capaz de fazer isso.”
  • “Não entendo o porquê meu(minha) parceiro(a) ainda estar comigo.”
  • Entre outros.

O primeiro passo, então, é identificar essa crença negativa e procurar evidências para refutá-la. Lembre-se das coisas que você já conquistou, das dificuldades que já venceu e das atitudes que você tomou para ajudar/divertir/apoiar/cuidar das pessoas mais próximas.

Isso vai fazer com que você se lembre que a maioria dos pensamentos negativos que sua cabeça “nutre” não passam de frutos dela própria e que, por isso, são inverdades e, mais do que isso: injustos.

2. Construa relacionamentos positivos (e evite os negativos)

Entenda uma coisa: na vida, nós precisamos de pessoas que nos fazem bem, que nos agreguem coisas positivas e que, constantemente, nos trazem bons ensinamentos e experiências.

Sendo assim, qualquer coisinha fora disso pode ser extremamente prejudicial para a nossa autoestima. Afinal, existem certas “figuras” nesse mundo que sentem a necessidade de nos diminuírem para se sentirem bem, ou que sugam nossas energias (os famosos vampiros emocionais) durante esse e outros processos.

Portanto, a dica aqui é: certifique-se de ter apenas pessoas que lhe fazem BEM por perto e que, de coração, só te querem bem. Qualquer coisa fora disso precisa ser, urgentemente, riscada da sua lista. Dessa forma, pode ter certeza de que sua autoestima estará muito mais protegida.

3. Seja bom consigo mesmo

Coloque uma coisa na sua cabeça: você não precisa ser perfeito(a) todo tempo, e muito menos se sentir bem consigo mesmo em toda e qualquer hora do dia.

A autoestima é um sentimento que varia de situação para situação, de dia para dia e de hora para hora. Algumas pessoas se sentem mais relaxadas e seguras com amigos e colegas queridos por perto, e mas desconfortáveis com estranhos/conhecidos. Isso é normal. Outras podem, ainda, se sentirem totalmente no controle de si mesmas no quesito profissional, mas repletas de inseguranças no quesito social (ou vice-versa).

Resumindo: permita-se falhar de vez em quando. Todos nós temos momentos em que nos sentimos um pouco para baixo, ou achamos mais difícil manter nossa autoconfiança lá em cima. O segredo é ser gentil consigo mesmo e não se permitir afogar nesse redemoinho de inseguranças e afins.

Enfim: a importância dos pequenos passos

É muito improvável que você passe de uma autoestima baixa para uma autoconfiança inabalável do dia para a noite. Porém, pode ter certeza de que, com essas dicas, você provavelmente conseguirá uma série de pequenas melhorias que, ao longo do tempo, tornarão-se grandes escudos para a “autossabotagem”.

O importante é celebrar todas as suas conquistas (sejam elas pequenas ou não), e não se culpar quando os padrões de pensamento negativos revisitarem a sua cabeça.

No mais, recomponha-se do jeito mais positivo o possível e, caso isso não seja viável, procure por ajuda profissional, ok?

Um abraço e até a próxima.

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