Mão mexendo as pernas do bebê para poder aliviar as colicas

Dra. Kathleen Schwab

O choro do bebê é aflitivo para qualquer adulto. No entanto, antes de colocar esse ato como um problema, precisamos entender que ele é a principal forma de comunicação do recém-nascido.

Alguns tipos diferentes de choro podem significar: dor, fome, desconforto, tédio e cólica. Hoje, nós vamos falar um pouco sobre o último.

Algumas curiosidades sobre a cólica em bebês:

  • ela é caracterizada por longos períodos de choro sem nenhum motivo aparente;
  • geralmente dura até os 3 meses de idade e raramente até os 5 meses;
  • o ganho de peso está adequado;
  • fumar durante a gravidez pode aumentar o risco de cólica em bebês;
  • o diagnóstico de cólica é conseguido através da avaliação clínica criteriosa e exame físico detalhado do lactente, com a exclusão de suspeitas de doenças orgânicas;
  • existem algumas abordagens simples e caseiras eficazes para amenizar as cólicas.

Mas afinal, o que é cólica?

Existem vários tipos de cólicas. Alguns deles são: renal, biliar, em bebês etc.

A cólica em bebês geralmente aparece algumas semanas após o nascimento, e pode continuar até que a criança tenha cerca de três a cinco meses de idade. Ela nada mais é que um desconforto abdominal que, apesar de incomodar bastante o lactente, não é perigosa ou prejudicial a ele, pois não afeta o seu crescimento e nem o desenvolvimento.

Ela pode ser particularmente frustrante aos pais porque esse desconforto costuma aparecer sem motivo aparente, e nenhum colo, afago ou canção de ninar é capaz de trazer algum alívio ao pequeno.

Sintomas de cólicas em bebês

  • Choro intenso: o bebê começa a chorar de repente, de forma intensa e furiosa, sem motivo aparente. Não há muito o que se possa fazer para confortá-lo, a não ser esperar que tudo passe. Esse episódio costuma acontecer na mesma hora todos os dias (geralmente à noite) e pode durar de alguns minutos a períodos mais longos.
  • Postura alterada: os punhos do pequeno ficam tensos, assim como seus músculos abdominais. Os joelhos geralmente ficam levantados e as costas, arqueadas.
  • Sono irregular.

Causas

A causa da cólica em bebês é desconhecida. Pode resultar de vários fatores contribuintes. São alguns deles:

  • o fato de o sistema digestivo dos bebês ainda não estar totalmente desenvolvido;
  • desequilíbrio de bactérias saudáveis ​​no trato digestivo (que pode ser abordado por meio de uma dieta rica em prebióticos e probióticos);
  • algumas doenças que se apresentam com manifestações de cólicas: alergias ou intolerâncias alimentares; hiperalimentação do lactente: principalmente de leite materno; doença do refluxo gastroesofágico; manifestação precoce de enxaqueca infantil; doenças neurológicas, entre outras;
  • estresse familiar ou ansiedade.

Fatores de risco

Alguns fatores, como estes abaixo, podem ser considerados como fatores de risco para cólica em bebês:

  • mães que fumam durante a gravidez;
  • parto prematuro;
  • depressão materna;
  • alimentação por fórmulas.

Diagnóstico

O pediatra pode realizar um exame físico bem detalhado para determinar se alguma coisa mais séria pode estar causando o desconforto do bebê, como uma obstrução intestinal e alterações neurológicas, por exemplo. Se o pequeno estiver bem e saudável, ele terá o diagnóstico de cólica.

Geralmente, exames laboratoriais ou complentares não são necessários, a menos que o médico suspeite que possa haver uma causa subjacente. Além disso, qualquer um que suspeite que seu bebê pode estar doente deve visitar um médico.

Tratamentos

Como a cólica em bebês faz parte do desenvolvimento deles, e não é prejudicial à saúde, o uso de medicamentos não é indicado.

Não existe uma substância única que cure todos os casos de cólica. No entanto, os seguintes tratamentos se mostraram bastante úteis para os lactentes:

  • Estimular sempre o aleitamento materno: o leite materno possui diversos nutrientes que estimulam o desenvolvimento da microbiota saudável dos bebês, fatores imunológicos para prevenção de doenças, melhor digestão, entre outros. Crianças não amamentadas ao seio materno podem beneficiar-se de fórmulas com menores concentrações de lactose e pré e probióticos.
  • Dietas sem proteína do leite de vaca somente em casos confirmados de alergia à proteína do leite de vaca.
  • Probióticos (principalmente Lactobacillus reuteri) podem reduzir o tempo de evolução das cólicas.
  • Usar simeticona em gotas, pode aliviar momentaneamente os sintomas de gases.
  • Massagens e contato pele a pele dos lactentes com seus pais: podem estimular o desenvolvimento do sistema neurointestinal e abreviar o tempo de evolução das cólicas.
  • Apoiar e acolher sempre a família: conversando e demonstrando a benignidade das cólicas.

Complicações

Logicamente, alguns bebês realmente apresentam dor ou outros tipos de problemas reais. Se o choro é prolongado ou não melhora com as dicas dadas neste texto, pode ser que este seja sinal de um problema médico mais sério.

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