Paciente com do crônica é atendido por uma médica na clínica da dor

Dr. Emerson Fidelis

A dor é um sinal de alerta que nos informa que algo não está bem em nosso organismo. Quando nos machucamos, por exemplo, os nervos da região transmitem ao cérebro sinais que dizem: “cuidado, algo está errado!”. Quando a lesão está curada, o nervo interrompe essa transmissão e aquela dor aguda desaparece.

Porém, em alguns casos, mesmo depois de eliminado o problema, a dor persiste e torna-se um tipo de doença. Quanto mais intensa a dor aguda, maior a chance dela se tornar crônica, pois ocorre um aumento da sensibilidade da medula espinhal aos estímulos dolorosos.

É considerada dor crônica aquela que tem duração maior do que três meses. Ela pode atingir pessoas de todas as idades e tem repercussões na saúde emocional, no trabalho e na vida social do indivíduo.

Muitas vezes, esse tipo de dor não responde aos tratamentos convencionais e são necessárias intervenções específicas para conseguir controlá-la. É aqui que entra o trabalho dos profissionais da Clínica da Dor, capacitados para realizar todos os procedimentos necessários para o controle da dor crônica.

Causas da dor crônica

As mais comuns são:

  • problemas na coluna;
  • herpes zoster;
  • cefaléia (dor de cabeça);
  • diabetes;
  • fibromialgia;
  • artrite;
  • lesões musculares;
  • câncer.

Tratamentos

O tratamento da dor crônica demanda uma atenção especial e uma equipe multidisciplinar: profissionais médicos, fisioterapeuta, psicólogo e enfermagem especializada.

  • Tratamento farmacológico: podem ser utilizados antidepressivos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares, analgésicos, antiinflamatórios não esteróides, inibidores do receptor NMDA (N-metil-D-aspartato) e opióides.
  • Bloqueios anestésicos: injeção de anestésico ou opióides na estrutura causadora da dor ou nos nervos que a inervam, como objetivo de interromper os impulsos nervosos.
  • Dispositivos implantáveis: possuem um reservatório para os medicamentos, implantado debaixo da pele do paciente, e um pequeno tubo inserido próximo à medula espinhal. Eles liberam medicamentos analgésicos e opióides.
  • TENS (neuroestimulação elétrica transcutânea): nessa técnica são aplicados estímulos elétricos através de eletrodos fixados à pele para ativar mecanismos internos de controle do sistema nervoso.
  • Técnicas neurolíticas: injeção de substâncias que interrompem temporariamente o funcionamento dos nervos. O tratamento dura de 3 a 6 meses.
  • Radiofrequência: nessa técnica são utilizadas agulhas posicionadas em torno do alvo. O aquecimento controlado destrói os nervos selecionados, melhorando a dor.
  • Psicoterapia: além dos procedimentos específicos para o tratamento da dor crônica, o paciente deve receber um suporte emocional para que possa vencer a ansiedade e recuperar a autoconfiança.
  • Reabilitação: o processo de reabilitação visa restabelecer as funções debilitadas ou adaptar o paciente com alguma incapacidade a sua nova realidade.

O tratamento da dor crônica é um processo longo e desafiador onde a integração entre paciente e da equipe da Clínica da Dor tem um papel primordial. Além do alívio da dor, todas as ações realizadas têm o objetivo de resgatar habilidades e possibilitar a reintegração profissional e social do paciente, melhorando a sua qualidade de vida.

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