cachorro idoso sorridente deitado em uma poltrona

Os cães envelhecem muito mais rápido que os seres humanos. Até os cinco anos de vida, cães de raças e tamanhos variados se desenvolvem de forma semelhante e esta idade equivale a aproximadamente 36 anos humanos.

Depois disso, cães maiores tendem a envelhecer mais rapidamente e têm uma expectativa de vida menor. Seus primeiros sinais de envelhecimento podem surgir de repente e surpreender a família. Por isso, é importante entender as mudanças e possíveis limitações que o pet pode ter ao entrar na “terceira idade”.

Dessa forma, o tutor pode fazer as adaptações necessárias na rotina e ambiente do cão idoso para proporcionar a ele mais conforto e qualidade de vida.

Mudanças que ocorrem com o envelhecimento em cães

  1. Perda de massa muscular e fraqueza: os cães podem precisar de mais proteínas em sua dieta para manter a massa muscular ideal quando estão envelhecendo. Não existem evidências científicas de que cães idosos precisam de dietas com menos proteína, a não ser que apresentem algum problema renal.
  2. Obesidade: como ficam mais sedentários, pets já velhinhos tendem a ganhar peso.
  3. Constipação: o sedentarismo e a perda de tônus na parede intestinal podem levar à constipação. Dieta úmida, fibras adicionais, probióticos e exercícios regulares costumam solucionar esse problema.
  4. Diminuição da audição: o cão idoso é mais lento para responder aos comandos verbais e o tutor precisa se adaptar para manter a comunicação eficiente.
  5. Diminuição da visão: é comum a ocorrência de catarata em cães idosos, mas a visão pode ser reduzida também por outras alterações degenerativas.
  6. Deficiência cognitiva: o cão idoso apresenta alterações de memória e do aprendizado que podem evoluir para a deficiência cognitiva canina (DCC), também chamada de demência canina.
  7. Irritabilidade: pets mais velhos costumam ser menos tolerantes a barulhos e excesso de atividade ao seu redor, podendo reagir com agressividade. A irritabilidade pode ser também um sinal inicial de demência.
  8. Ansiedade: alguns sinais de que o seu companheiro está ansioso são hipersensibilidade, medo de estranhos, agressividade, carência excessiva, lambedura excessiva ou destruição de objetos.
  9. “Acidentes” com urina e fezes: mesmo um cão bem treinado pode começar a fazer suas necessidades em locais inapropriados. Em alguns casos, aumentar o número de saídas para “ir ao banheiro” pode resolver o problema.
  10. Insônia: dogs mais velhos tendem a ficar agitados à noite por causa de barulhos, ansiedade ou porque dormiram demais durante o dia. Uma rotina de exercícios pode ajudar.
  11. Vocalização excessiva: latidos para além do normal podem indicar ansiedade, dor ou dificuldade de audição. Também costuma ser um sinal de DCC.
  12. Problemas de saúde: a doença mais comum nos cães idosos é a artrite, que pode ser leve ou limitar seriamente a vida do animal. Outras doenças relacionadas à idade são as alterações renais, diabetes, doença cardíaca, hepática e o câncer.

Cuidados com o cão idoso

Cães idosos requerem mais atenção e adaptações em sua rotina. Algumas dicas de como cuidar do seu “velhinho” são:

  1. Consultas veterinárias: um cão idoso deve ir ao veterinário pelo menos duas vezes ao ano para uma avaliação completa e exames laboratoriais.
  2. Alimentação apropriada para a espécie: todos os cães devem receber uma dieta balanceada e bioapropriada. A melhor fonte de proteína para os cães é a animal, não processada e preferencialmente crua.
  3. Manter o peso ideal por meio de dieta e exercícios como passeios diários.
  4. Exercícios regulares: ajudam a manter o tônus muscular e o equilíbrio, a controlar o peso e a manter a saúde cardiovascular.
  5. Estimulação mental: existem muitas formas de proporcionar ao cão estímulos mentais e sociais, através de enriquecimento ambiental, passeios e brincadeiras.
  6. Adaptações do ambiente: usar rampas para que ele suba nos seus locais favoritos, tapetes em locais escorregadios, adquirir uma cama ortopédica de boa qualidade, colocar a cama no quarto para reduzir a ansiedade noturna, evitar mudar a mobília e as coisas dele de lugar etc.
  7. Comunicação: usar sinais com as mãos para ajudar um cão surdo e cheiros para guiá-lo pela casa.
  8. Não gritar com o cão: os comportamentos inadequados não são por desobediência, mas por limitações físicas e alterações decorrentes do envelhecimento.

Os cães, infelizmente, não vivem muito tempo. Eles envelhecem rapidamente e, muitas vezes, sua família não está preparada para isso.

Da mesma forma que cabe aos tutores oferecer as melhores condições para uma vida saudável, é de sua responsabilidade amparar e cuidar do cão que está envelhecendo. Com carinho e pequenas mudanças na rotina, ele pode viver longos e felizes anos.

Procure seu veterinário ao notar sinais de declínio físico e mental. Ele irá ajudá-lo com os cuidados necessários para esta nova fase do seu peludo.

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