Câncer infantil: detecção precoce salva vidas

Médica com nariz de palhaço e chapéu está animando garoto que está internado no hospital com câncer infantil.

O câncer infantil, tanto no Brasil quanto no mundo, é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes. A boa notícia é que grande parte deles, quando diagnosticados precocemente, têm significativas chances de cura.

Entretanto, para que isso seja verdade, é muito importante realizar o diagnóstico precoce. Nosso objetivo, hoje, é conversar um pouco sobre o diagnóstico do câncer infantil. Afinal: quais os sinais e sintomas que podem levar à suspeita dessa doença e o que os pais podem aprender para ficarem mais atentos com relação à saúde dos seus filhos?

Para saber todas essas respostas, basta continuar conosco!

Informe-se. Planeje-se. Torne-se um responsável consciente.

Um dos principais fatores a serem considerados sobre o câncer infantil é que ele não pode ser prevenido.

Sendo assim, a estratégia mais eficaz é focar em um diagnóstico precoce, seguido de uma terapia apropriada.

A detecção do câncer infantil se baseia, geralmente, nos sinais e sintomas apresentados. Sendo assim, o primeiro conselho que podemos oferecer é o seguinte: informe-se o máximo que puder sobre todos os fatores gerais que envolvem a saúde dos pequenos. Entenda o que é normal e o que não é, no dia a dia da criança.

Outra dica importante é: a criança não inventa sintomas. É papel dos pais ouvir e valorizar suas queixas Em caso de dúvidas, não hesite em procurar por uma opinião médica.

Como funciona o diagnóstico precoce do câncer infantil?

A detecção do câncer se baseia em alguns pilares:

  • conscientização das famílias;
  • avaliação clínica;
  • diagnóstico;
  • estadiamento (determinar a extensão da doença, ou seja, quais órgãos ela acometeu).

Com relação ao primeiro componente, o câncer infantil está associado a uma série de sintomas de alerta que podem ser detectados por pais, responsáveis e profissionais de saúde treinados.

Possíveis sinais e sintomas do câncer em crianças

Os sintomas do câncer infantil dependem, é claro, do tipo e localização da doença. Muitas vezes, são semelhantes aos causados ​​por doenças comuns na infância.

Porém, existem alguns sinais que devem ser avaliados com mais cautela, principalmente se forem persistentes. São eles:

  • um caroço ou inchaço incomum;
  • palidez inexplicável;
  • cansaço frequente;
  • falta de energia;
  • facilidade para desenvolver hematomas ou ter sangramentos;
  • dor constante em uma área do corpo;
  • dificuldade para caminhar (mancar, tropeçar demais ou se desequilibrar com facilidade etc);
  • febre inexplicável e que não passa;
  • dores de cabeça frequentes;
  • queixas visuais súbitas;
  • perda de peso repentina e inexplicável.

Vale reforçar que a maioria desses sintomas podem ser causados por algo bem diferente do câncer, como uma lesão ou infecção. Ainda assim, se seu filho apresentar algum destes, consulte um médico para que a causa possa ser encontrada e tratada.

Próximo passo: consulta e diagnóstico médico

Durante a consulta, o médico fará um exame físico e perguntará sobre o histórico médico do pequeno. O objetivo é analisar os sinais gerais de saúde, histórico de doenças ou qualquer outra coisa que pareça incomum.

Exames laboratoriais e de imagem são solicitados, quando necessário. Se os resultados sugerirem câncer, o médico provavelmente encaminhará o paciente a um especialista para que este realize outros testes. Afinal, ainda é preciso entender alguns detalhes como, por exemplo:

  • o tipo de câncer infantil;
  • o estágio;
  • o tamanho;
  • a composição genética do tumor.
  • Depois que todos os resultados estiverem esclarecidos, o médico, junto à sua equipe, discutirá o caso com os pais para que todos possam desenvolver o melhor plano de tratamento para o pequeno.

    Como funciona o tratamento para o câncer infantil?

    As principais armas terapêuticas utilizadas para tratar o câncer infantil são:

    • cirurgia;
    • radioterapia;
    • quimioterapia;
    • imunoterapia;
    • transplante de células-tronco.

    A escolha do melhor tratamento se baseia em diversos fatores como o tipo e estágio do tumor, a idade e condições do paciente. Por isso, a terapêutica só poderá ser definida pelo médico especialista.

    Enfim…

    Nós entendemos o quanto este assunto, além de sério, é um pouco desagradável de ser abordado e discutido. Porém, se não fizermos isso, os índices de mortalidade do câncer infantil continuarão assustando a todos nós.

    Sem neuras, é preciso prestar bastante atenção à saúde do pequeno e se informar sobre os sinais de alerta do câncer e de outras doenças que ocorrem nessa faixa etária. Dessa forma, pode apostar que você estará alguns passos à frente de qualquer imprevisto!

    Cuidem-se, e até a próxima!

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    Oncologia

    Médica, especialista em Oncologia clínica. Membro do corpo clínico da Oncomed BH, Hospital Governador Israel Pinheiro (IPSEMG) e Hospital Vera Cruz.

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