Idoso sorrindo sendo atendido em casa por uma médica mulher e ao lado dele sua esposa com os dizeres novembro azul
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O câncer de próstata é um dos tipos de câncer mais prevalentes em homens. Ele surge na próstata, cresce progressivamente e pode invadir os tecidos vizinhos e se espalhar para outros órgãos.

O diagnóstico precoce, enquanto a doença ainda acomete apenas a próstata, proporciona mais chances de sucesso com o tratamento.

A próstata

A próstata é um pequeno órgão masculino situado abaixo da bexiga e à frente do reto, porção terminal do intestino. Ela produz substâncias que nutrem os espermatozóides.

Durante a ejaculação, a próstata libera seu fluido dentro da uretra e é expelido junto com o esperma, formando o sêmen. A uretra passa através da próstata levando a urina da bexiga até o exterior do corpo.

Sinais e sintomas do câncer de próstata

O câncer de próstata é geralmente silencioso até um estágio muito avançado. Essa característica silenciosa aumenta a importância das avaliações periódicas, que conseguem detectar a doença antes do surgimento dos sintomas.

Nas fases tardias podem ocorrer problemas como:

  • Dor ou desconforto para urinar;
  • Jato de urina mais fraco;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen;
  • Disfunção erétil.

Quando há metástase óssea, podem ocorrer dores no quadril, coluna ou outros locais para onde o câncer tenha se espalhado.

Fatores de risco

O principal fator de risco para o câncer de próstata é a idade. Há um aumento do risco em homens acima de 50 anos de idade e, em 60% dos casos diagnosticados, o paciente tem mais de 65 anos. Sendo assim, os principais fatores são:

  • Idade acima de 60 anos
  • Raça negra
  • História familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau (pai, tios, irmãos);

Outros fatores de risco descritos para o câncer de próstata são comuns para outros tipos de câncer, e também para doenças crônicas como o diabetes e os problemas cardiovasculares: obesidade, sedentarismo, estresse, alimentação inadequada e outros hábitos de vida não saudáveis.

Diagnóstico

Homens acima de 50 anos devem ser submetidos a avaliações periódicas pelo urologista. Naqueles que têm história familiar de câncer de próstata, ou são da raça negra, o screening (rastreio) deve ser iniciado mais precocemente, aos 45 anos.

A avaliação inclui o toque retal, em que o médico avalia o tamanho, formato e textura da próstata, e o PSA.

O PSA, ou antígeno prostático específico, é uma substância produzida pela próstata que, normalmente, é encontrada no sangue em pequenas quantidades.

Um aumento dos níveis de PSA pode indicar:

  • Infecção;
  • Inflamação;
  • Hiperplasia;
  • Câncer de próstata.

Homens com PSA entre 4 e 10 têm 25% de chance de ter câncer de próstata, enquanto níveis acima de 10 aumentam o risco para 50%.

Se o especialista encontrar alteração no toque retal ou elevação do PSA, outros exames podem ser indicados, como:

  • Ultrassonografia;
  • Biópsia;
  • Ressonância magnética.

Quando o tecido colhido através da biópsia contém células anormais, seu aspecto é avaliado de acordo com uma escala chamada Gleason. Com base no tipo e na quantidade de células cancerosas encontradas no fragmento de tecido retirado durante a biópsia, o tumor recebe uma graduação de 1 a 10.

O diagnóstico de câncer de próstata e a classificação do tumor através da biópsia são seguidos pelo estadiamento, que determina se o tumor está localizado à próstata, ou já se espalhou para outros órgãos e tecidos.

O resultado desta avaliação ajuda o especialista a decidir qual o melhor tratamento para cada paciente e avalia as chances de sucesso.

No caso do câncer de próstata, o tumor é classificado em baixo, médio e alto risco, utilizando os seguintes critérios:

  • Tamanho do tumor;
  • Acometimento de linfonodos ou gânglios linfáticos locais;
  • Presença de metástases;
  • Nível do PSA no momento do diagnóstico;
  • Graduação na escala de Gleason.

Tratamento

A indicação do tratamento depende do tipo de tumor e do estadiamento.

Para os tumores de baixo risco, caracterizados por uma classificação de Gleason menor ou igual a 6, PSA menor que 10 e fragmento de biópsia com menos de 50% de células cancerosas, estabelece-se a vigilância ativa.

O paciente é acompanhado periodicamente pelo urologista, mas não se inicia um tratamento. Nos demais pacientes, as opções terapêuticas são:

  • Cirurgia para remoção da próstata (prostatectomia radical);
  • Radioterapia;
  • Braquiterapia;
  • Terapia hormonal (inibidores da produção ou da ação da testosterona);
  • Orquiectomia;
  • Quimioterapia.

Prognóstico

O prognóstico do câncer de próstata varia de acordo com o seu estágio no momento do diagnóstico e do tratamento.

Em pacientes que tiveram o diagnóstico de tumores localizados à próstata, ou com invasão apenas local, submetidos a tratamentos adequados, a taxa de sobrevivência é alta.

Nos casos que apresentavam metástases, mesmo com o tratamento, a taxa de sobrevivência era bem mais baixa.

Portanto, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado são indiscutíveis, como em outros tipos de câncer.

Complicações do câncer de próstata e de seu tratamento

São elas:

  • Invasão de órgãos vizinhos como a bexiga;
  • Metástase para ossos e outros órgãos;
  • Incontinência urinária;
  • Disfunção erétil.

Prevenção

Não existem medidas específicas para prevenção do câncer de próstata.

Como para outras doenças, recomendam-se medidas gerais como dieta saudável, exercícios físicos regulares, manter um peso próximo ao ideal e outros hábitos de vida saudáveis.

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