Homem segurando uma fita azul com bigodes para alertar sobre o novembro azul, mês de conscientização sobre o câncer de próstata

Dr. José Júnior

O câncer de próstata, assim como qualquer outra doença, é cercado por mitos. Pensando nisso e, claro, aproveitando a temática do Novembro Azul, nossa equipe trouxe uma série de perguntas e respostas que esclarecem alguns equívocos sobre essa condição. Nossa intenção, aqui, é esclarecer todos os fatos sobre ela e deixar nossos leitores ainda mais informados e tranquilos sobre o assunto. Vamos lá?

1. Somente homens idosos têm câncer de próstata

Apesar de raro, é possível que homens com menos de 40 anos desenvolvam o câncer de próstata. Afinal, a idade não é o único fator de risco para essa doença.

Sendo assim, se você tiver dúvidas sobre o assunto, ou se encontrar em uma situação de risco para o desenvolvimento dessa condição, não deixe de se consultar com o urologista.

Os principais fatores relacionados ao aparecimento do câncer de próstata são:

  • raça negra;
  • tabagismo;
  • obesidade;
  • história familiar (pai ou irmão com câncer de próstata).

2. Sem sintomas, não há câncer de próstata

É comum que muitos pacientes acreditem que, se não estiverem sentindo nada de anormal, eles não estão com câncer de próstata.

Acontece que, nos estágios iniciais, a doença não provoca sintomas. Quando eles ocorrem, provavelmente o câncer já está em estágio avançado. Nesse estágio, as principais manifestações são:

  • problemas na força do jato de urina;
  • dificuldade em esvaziar a bexiga;
  • necessidade frequente e urgente de urinar;
  • sangue na urina e/ou sêmen.

3. Quando diagnosticado, o tratamento para o câncer de próstata deve ser iniciado imediatamente

Acredite se quiser: dependendo da circunstância, a equipe médica e o paciente podem decidir tratar o câncer de próstata sem cirurgia ou radioterapia, em uma modalidade de tratamento que se chama vigilância ativa.

Isto significa acompanhar o paciente regularmente por meio de consultas de rotina e exames. Se algum sinal de progressão da doença é identificado durante o seguimento, o paciente passa, então, por um tratamento de intervenção (cirurgia ou radioterapia).

Estudos de grande valor científico mostraram que a vigilância ativa é uma modalidade de tratamento muito segura e não altera a mortalidade dos pacientes

Essa opção é geralmente escolhida quando:

  • o tumor está em um estágio inicial;
  • o paciente é idoso ou tem outras doenças (o tratamento pode tornar os cuidados com outros problemas de saúde mais difíceis).

4. Se eu não tenho histórico familiar de câncer de próstata, não preciso me preocupar com ele

Essa afirmativa está errada, e muito! Embora o histórico familiar de câncer de próstata realmente aumente as chances de um homem ser diagnosticado com essa doença, existem outros fatores de risco para essa doença que precisam ser considerados. São eles:

  • ter mais de 50 anos;
  • apresentar más escolhas de estilo de vida (fumar, alimentar-se mal, não praticar exercícios físicos etc);
  • ser obeso.

5. Apresentar valores altos no PSA significa que você tem câncer de próstata

Não necessariamente. Outros fatores como, por exemplo, uma inflamação ou aumento benigno da próstata, também podem aumentar os valores do PSA. Contudo, quando isso acontece, a solicitação de acompanhamento e outros exames é essencial para verificar se está tudo bem com o paciente.

Durante esse período, a equipe médica observará se houveram mais alterações na próstata e tentará investigar qual é a natureza desta.

6. O exame de PSA já é uma forma de diagnóstico do câncer de próstata

Não. O exame de PSA, basicamente, mede os níveis de um antígeno produzido pela próstata quando algo está de errado com ela como, por exemplo, inflamação, infecção (prostatite), aumento da glândula prostática (hiperplasia benigna da próstata) ou câncer.

Dessa forma, o ideal é pensar no PSA como um sinal de alerta. A confirmação do câncer de próstata é feita por meio da biópsia.

7. E, por fim: o câncer de próstata, assim como seus tratamentos, pode diminuir a potência sexual

Essa afirmação pode ou não ser verdade. Acontece que os nervos da próstata, também responsáveis pelas ereções, podem ser afetados por alguns tratamentos ou cirurgias, mas isso não é uma certeza. Geralmente, a idade do homem e o estágio da doença são os principais fatores que determinam a rapidez com que ele irá recuperar a função erétil, de forma completa ou parcial.

Na maioria dos casos de disfunção erétil pós-tratamento, medicamentos podem ser prescritos pelo médico para reativar a vida sexual do paciente.

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