Câncer de mama: mitos em torno do tema

Mulher segurando uma fita rosa para alertar sobre o câncer de mama e o outubro rosa

Apesar de ser uma das condições mais conhecidas e comentadas do mundo, o câncer de mama ainda é cercado de equívocos e crenças populares.

Pensando nisso, preparamos uma lista com todos os mitos e verdades mais populares sobre essa doença. Então, para tirar todas as suas dúvidas sobre esse tema (mesmo aquelas que você nem sabia que existiam), é só continuar conosco!

1. Se uma pessoa não tiver histórico familiar de câncer de mama, ela não o desenvolverá.

Mito! É muito comum que as pessoas associem o câncer de mama à hereditariedade, porém acredita-se que apenas 10% dos casos dessa doença sejam de origem hereditária.

A “má notícia”, por assim dizer, é que essa condição pode ter inúmeras causas, incluindo o estilo de vida que a paciente leva e o ambiente em que ela vive.

Em nosso site, temos um artigo inteiramente dedicado às causas e fatores de risco para o câncer de mama. Então, se você quiser se aprofundar nesse tema, basta clicar em Outubro rosa: causas e fatores de risco para o câncer de mama.

No mais, o maior fator de risco para essa doença é o envelhecimento. Com o tempo, as células saudáveis ​​da mama podem desenvolver mutações por conta própria, eventualmente se transformando em cancerosas.

Porém, atenção: se você tem um forte histórico familiar de câncer de mama por parte de mãe ou pai, leve esse detalhe a sério e comunique-o ao seu médico!

2. O uso de sutiãs podem aumentar os riscos para o câncer de mama

Mito! Não há evidências cientificamente comprovadas de que os sutiãs possam causar o câncer de mama.
A teoria por trás desse mito é que o uso de sutiãs, especialmente aqueles com armações, poderia diminuir o fluxo de fluidos linfáticos para fora da mama, causando um acúmulo de substâncias tóxicas no tecido.

Porém, um estudo desenvolvido pela American Association for Cancer Research, em 2014, não encontrou nenhuma ligação entre o uso de sutiã e o câncer de mama.

Banner da campanha Outubro Rosa Awor Mulher. Na esquerda tem o escrito outubro rosa um toque de cuidado pode mudar toda a história. Ao centro, tem a imagem de uma mulher com a mão em cima de um dos seios fazendo o auto exame. Ao fundo, tem a logo da Awor com o Laço da campanha destacado. Na direita, tem a logo da Awor Mulher e o escrito Priorize sua saúde! Marque seus exames de rotina. Agendar agora.

3. O uso de desodorantes antitranspirantes pode causar câncer de mama

Mito! Mais uma vez, não há evidências científicas que comprovem a relação entre o desodorante antitranspirante e o câncer de mama. Porém, vale ressaltar que ainda não existem estudos sérios que refutem essa informação.

Os rumores, basicamente, são de que os componentes encontrados nos antitranspirantes (especialmente o alumínio) são absorvidos pelos nódulos linfáticos das axilas e chegam até as células da mama, aumentando o risco de câncer.

No entanto, é importante entender que ainda não existem comprovações oficiais desse fato. Se você por acaso estiver preocupada com a utilização de produtos artificiais embaixo do braço, peça sugestões ao(à) seu(sua) mastologista!

4. Sofrer uma lesão nas mamas pode aumentar os riscos para câncer de mama

Mito! Quedas, golpes e beliscões na região dos seios ou mamilos não são capazes de provocar o câncer.

O que acontece é que, às vezes, uma lesão pode levar a um caroço benigno conhecido como necrose de gordura.

Nós, inclusive, já falamos sobre ele em um de nossos artigos! Para acessá-lo, basta clicar em Nódulos nas mamas: o que eles podem ser?.

5. Mulheres com menos de 50 anos não precisam fazer mamografia

Mito! A regra de se submeter à mamografia a partir dos 50 anos é reconhecida por alguns trabalhos científicos e, inclusive, recomendada pelo Ministério da Saúde. Porém, essa não é a recomendação dos especialistas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e o Colégio Brasileiro de Radiologia, toda a mulher deve começar o rastreamento anual aos 40 anos de idade. Pacientes que possuem um histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau devem realizar mamografias anuais a partir dos 30 anos.

Os objetivos são a detecção precoce do câncer de mama e a redução das suas taxas de mortalidade.

No mais, a única forma de saber se já está na hora de fazer da mamografia um exame de rotina é manter suas consultas com o(a) mastologista em dia e tirar todas as suas dúvidas com ele.

6. Todos os casos de câncer de mama requerem quimioterapia

Mito! Nem todos os cânceres de mama são iguais e, portanto, nem todos respondem ao mesmo tipo de tratamento. Para se ter ideia, além da quimioterapia, ainda existem opções como cirurgia, radioterapia, terapias hormonais, terapias direcionadas e imunoterapias. Estas, por sua vez, podem ainda ser combinadas.

Então, a única forma de saber exatamente qual será o tratamento ideal para o paciente é examiná-lo com cuidado e montar uma equipe médica que, a partir do diagnóstico, estudará as melhores opções para ele.

Em nosso site, temos um artigo inteiramente dedicado à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. Então, se você quiser se aprofundar nesse tema, basta clicar em Câncer de mama: tratamento e prevenção.

 

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