Mulher sorrindo em uma cadeira de dentista com o dentista ao fundo desfocado

Dr. Cláudio Comunian

O câncer de boca é o sexto tipo de neoplasia mais comum no mundo. Ele se desenvolve nos tecidos da boca como:

  • Lábios;
  • Língua;
  • Gengivas;
  • Assoalho bucal (abaixo da língua);
  • Palato (céu da boca);
  • Orofaringe (garganta).

É mais comum em homens acima de 50 anos e pode representar risco de vida se não tratados.
Como outros tipos de câncer, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhores serão as chances de cura. E, além disso, se detectado cedo, apresenta 75% de chance de sobrevivência por, pelo menos, cinco anos. Já nas lesões com diagnóstico tardio, essa chance cai para 20%.

Fatores de risco para o câncer de boca

O principal fator de risco para o câncer bucal é o tabagismo, especialmente se associado ao consumo de álcool. Os outros são:

  • Tabagismo: cigarro, charuto, cachimbo ou mascar tabaco aumentam o risco de câncer de boca em 06 vezes;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • História familiar de câncer;
  • HPV (Human papillomavirus);
  • Exposição ao sol (principalmente câncer labial);
  • Deficiência imunológica;
  • Má higiene bucal;
  • Nutrição deficiente;
  • Próteses mal adaptadas (traumatismo crônico gengival).

Sinais de câncer de boca

Para detectar precocemente o câncer de boca, deve-se procurar o dentista imediatamente caso alguma lesão na mucosa, seja ela um nódulo, verruga, mancha, placa ou ulceração, demore mais do que duas semanas para desaparecer. A lesão pré-cancerosa mais comum na boca são as leucoplasias (manchas brancas). Geralmente, os tumores malignos são indolores e podem apresentar sangramento.

Outros sinais, embora mais tardios, são:

  • Dentes com mobilidade;
  • Dor de garganta ou dificuldade para engolir;
  • Dor e dificuldade de movimentar a língua;
  • Próteses que passam a incomodar ou ficarem mal posicionadas;
  • Dor de ouvido;
  • Rigidez na mandíbula;
  • Nódulos no pescoço;
  • Perda de peso;
  • Áreas de parestesia na face ou pescoço.

Diagnóstico

A detecção precoce dessa doença pode ser feita por meio do autoexame, que deve ser realizado pelo menos uma vez ao mês. Desta forma, pequenas lesões podem ser notadas logo após seu aparecimento, e o especialista imediatamente procurado.

O câncer também pode ser detectado durante uma visita periódica ao dentista, que sempre examina em detalhes toda a superfície interna da boca e da garganta em busca de alterações. Se for detectada uma lesão suspeita, será realizada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Estudos atuais em biologia molecular têm explorado o diagnóstico do câncer através de marcadores tumorais (DNA, RNA e protéicos) presentes na saliva.

Além disso, engenheiros da área de nanotecnologia têm tentado desenvolver biossensores para a detecção de múltiplos marcadores simultaneamente.

Tratamento

O tratamento do câncer na boca varia de acordo com o tipo, localização e estágio da lesão no momento do diagnóstico. São utilizados procedimentos cirúrgicos, radio e quimioterapia, como em outros tipos de tumores.

Prevenção

Muitos fatores considerados preventivos para o câncer bucal são também importantes para reduzir o risco de desenvolvimento de outros tumores e doenças crônicas:

  • Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool;
  • Dieta balanceada;
  • Evitar exposição prolongada ao sol sem usar protetor labial;
  • Autoexame mensal;
  • Consulta periódica ao dentista, de preferência semestral.

Além destes, pode-se dizer que todos os Pilares da Saúde são importantes para manter a saúde e evitar o adoecimento. Aprenda mais sobre eles na Editoria Saúde Bucal, e siga nossos perfis nas redes sociais (Facebook e Instagram).