Osteofitose: como lidar com o famoso “bico de papagaio”?

Mulher sentada na frente do computador com as mãos na região da lombar indicando dor decorrente de um bico de papagaio, a osteofitose

Popularmente conhecida como bico de papagaio, a osteofitose é uma espécie de desgaste/alteração das articulações vertebrais. A título de curiosidade, ela recebe esse nome porque, ao raio-x, sua aparência é semelhante ao bico dessa ave.

Ao longo dos anos e, claro, devido à ação da gravidade e algumas alterações posturais, o disco vertebral acaba se degenerando, provocando instabilidade nos segmentos da coluna. O corpo, então, na tentativa de compensar esse problema e estabilizar seu equilíbrio, faz com que o osso “cresça” para além de suas bordas, projetando-se para frente e/ou para o lado.

Normalmente, os osteófitos têm maior incidência nas regiões lombar e cervical. No entanto, eles podem aparecer em outras áreas do corpo como, por exemplo, pés, joelhos, ombro e quadril. O que vale entender, aqui, é que essa condição pode provocar bastante dor e desconforto.

Para saber mais detalhes sobre esse assunto, continue conosco!

Quais são as causas para os osteófitos?

Além dos fatores descritos acima, as outras possíveis causas para o bico de papagaio incluem:

  • hereditariedade;
  • sedentarismo;
  • fraqueza muscular (especialmente na musculatura das costas);
  • problemas articulares prévios (fraturas, inflamações, ruptura de ligamentos, impactos ocorridos durante a infância etc);
  • obesidade.

No entanto, vale ressaltar que o principal facilitador para a osteofitose é a má postura. Durante seu processo evolutivo, o ser humano adquiriu uma postura ereta. Então, qualquer coisa que fuja desse padrão pode acarretar problemas ósseos, especialmente na coluna.

Manter bons hábitos posturais, então, é essencial para preservar a saúde de todo o corpo, para que o seu peso não seja compensado mais do que o necessário em qualquer uma de suas regiões.

Sintomas

As principais consequências da osteofitose incluem:

  • dor localizada na região das costas, ou ainda que irradia até as pernas (especialmente durante algum movimento);
  • fraqueza e/ou rigidez muscular;
  • movimentação limitada (especialmente da coluna);
  • formigamento/desconforto próximo à região em que está o osteófito.

Uma boa dica para desconfiar de um bico de papagaio é sentir dores constantes na lombar e que não se aliviam após o uso de analgésicos e/ou anti-inflamatórios. Porém, é claro que, independentemente do que seja o caso, é importante que o paciente procure um ortopedista.

Diagnóstico

A confirmação de uma suspeita de osteofitose pode ser feita por meio de exames como:

  • raio-x;
  • tomografia computadorizada;
  • ressonância magnética.

Afinal: qual é o tratamento para o bico de papagaio?

Tudo depende, basicamente, da gravidade do quadro. Se a osteofitose for leve e não trouxer limitações, o paciente pode recorrer a medidas como fisioterapia/RPG (reeducação postural global), exercícios físicos (principalmente musculação) e administração da postura.

No entanto, casos mais graves podem necessitar de tratamento cirúrgico. O procedimento consiste na aplicação de implantes e enxertos ósseos para corrigir o alinhamento vertebral.

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Ortopedia

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, fez residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clinicas. Diretor do CMH medicina hospitalar. Foi diretor e presidente do Hospital Semper, Unimed e Amil. É membro da Academia Mineira de Medicina desde 2009.

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