Como lidar com o autismo: dicas para os irmãos

Dois irmãos brincando de carrinho no chão da sala. Um dos dois tem autismo e o outro está lidando com isso dando apoio.

Ok. Se você está lendo este artigo, é porque tem um(a) irmão(ã) (ou grande amigo) que, recentemente, foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autismo é, basicamente, uma síndrome que pode afetar a maneira como o cérebro de uma pessoa funciona. É por isso que as pessoas que têm essa condição, normalmente, passam por dificuldades para se comunicarem e se comportarem.

Porém, acredite: não há nada de errado com o seu ente querido. Digamos que ele, em função do TEA, apenas enxerga o mundo de outra forma e, por isso, adapta-se às dinâmicas deste de um jeito diferente das pessoas “típicas”. No fim do dia, ele(a) continuará sendo uma parte essencial da sua vida, como sempre foi. A diferença é que, agora, você sabe algo novo sobre ele(a)!

Para te ajudar, então, a entender um pouco mais sobre o autismo e, claro, lhe dar algumas dicas de como lidar com o(a) seu(sua) irmão(ã), continue lendo este artigo!

Primeiramente: o que você precisa saber sobre o autismo?

Acredite: a melhor maneira de saber como lidar com uma pessoa autista é sabendo tudo o que precisa sobre essa condição. Afinal, as suas características se tornarão mais familiares e menos “confusas”.

Para a sua sorte, separamos alguns de nossos principais conteúdos para que você se torne um(a) “mini expert” no assunto. Então, nosso conselho é: separe um tempinho, renove sua água, sente-se de forma confortável e leia os seguintes artigos (eles são simples, curtos e super completos, prometemos!):

Agora, a pergunta que não quer calar: é possível “pegar” autismo do(a) seu(sua) irmão(ã)?

Não mesmo! O autismo, na verdade, diz respeito a uma série de transtornos associados ao atraso na comunicação, linguagem e desenvolvimento de uma pessoa. Isso, basicamente, significa que ela nasceu com eles.

Além disso, esses transtornos podem variar em níveis, intensidades e áreas de comprometimento e, por isso, manifestam-se de forma diferente em cada pessoa. É por isso que, quando uma criança é diagnosticada com TEA, dizemos que ela está no “espectro”.

O importante a se saber, aqui, é que nenhum aspecto dessa doença é “transmissível”, muito pelo contrário. Cada pessoa com autismo tem características únicas!

Então, não precisa se preocupar com isso. A partir de agora, direcione sua atenção para as coisas que você pode fazer pelo(a) seu(sua) irmão(ã) e, claro, pela dinâmica familiar após esse diagnóstico!

Como um diagnóstico de TEA na família pode afetar a sua vida?

Antes mesmo do diagnóstico, você talvez tenha notado que seu(sua) irmão(ã) não é como as outras crianças da mesma idade.

Pode ser por meio de alguns comportamentos, dificuldades, manias ou qualquer outra característica associada ao TEA. Ao observá-lo(a), é possível perceber que ele precisará de ajuda para executar algumas tarefas comuns do dia a dia, como se alimentar, vestir-se e até mesmo manter um diálogo.

Para que ele(a) consiga, então, completar todas essas e outras atividades, será necessário um maior comprometimento por parte dos seus pais e, claro, de uma equipe médica especialmente montada para atender às necessidades do(a) seu(sua) irmão(ã).

Isso, de fato, significa mais atenção direcionada a ele(a). Porém, esse tipo de experiência costuma ser mais leve para aqueles que participam ativamente dos cuidados com o ente querido. Afinal, além de aprender mais sobre ele e acompanhar seu desenvolvimento, o tempo em família é maior.

Contudo, é claro que você, assim como seus pais e avós, sentirá tristeza, angústia, raiva e outros sentimentos conflituosos sobre o TEA. Por isso, não deixe de procurar por ajuda, ou uma pessoa de confiança, para se abrir e ser honesto com relação a tudo o que está acontecendo. E, principalmente, não se sinta culpado(a) quando o desespero bater. Isso é completamente normal e faz parte do processo.

Como você pode ajudar?

Sinceramente? Basta cumprir seus papéis “pré-estabelecidos” de irmão(ã). Afinal: se você tivesse um(a) irmão(ã) típico (ou seja, que não apresenta nenhum tipo de distúrbio), agiria de forma diferente com relação à parceria que deve existir entre ambos? Não, né?

O mesmo vale por aqui. Seu relacionamento com seu irmão ou irmã é muito importante. Então, lembre-se de passar um tempo de qualidade com ele(a), conhecendo-o(a) cada vez mais, trocando experiências e brincando bastante. Crie um laço de companheirismo forte e, acredite, nem o autismo, e nem nada nessa vida, conseguirá rompê-lo.

Além disso, peça pela orientação dos seus pais sobre quais atividades vocês podem fazer juntos e, se possível, participe das terapias e aprenda novas formas de tornar seu(sua) irmão(ã) mais independente!

E a dica de ouro: tenha paciência!

É muito comum que, algumas vezes durante o dia, você experiencie comportamentos e ações de seu(sua) irmão(ã) que podem ser irritantes ou até mesmo preocupantes. É por isso que tentar conhecê-lo(a) cada vez mais é essencial para entender que tipo de coisas despertam esse lado mais agressivo e intolerante.

Os gatilhos podem ser muitos, desde a opção para o almoço do dia até a movimentação exacerbada dentro de um espaço público pequeno. O segredo é ter paciência e pensar que, na cabeça e corpo de uma pessoa com TEA, algumas informações e sensações tendem a ser extremamente conflitantes, confusas e assustadoras. Isso, inclusive, já o(a) irrita bastante, o que acaba desencadeando pequenas crises de estresse.

Sendo assim, respire fundo, procure por meios de acalmar seu(sua) irmão(ã) e, claro, converse com seus pais para saber como fazer isso da melhor forma possível.

Por fim: não abra mão dos seus sentimentos!

Caso você se sinta muito angustiado(a), chateado(a) ou irritado(a) com toda a situação, não se esqueça de que a honestidade, assim como o diálogo, são as principais armas que uma família deve ter para lutar contra os tempos ruins.

Então, nada de ter medo em se abrir com seus pais, combinado? E, mais importante que isso: também saiba o momento de oferecer o seu colo a eles!

No mais, cuidem-se, e até a próxima!

 

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Pediatria

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