Apneia do sono: conheça os riscos, sintomas e tratamentos

Vista de cima de um homem com uma máscara para tratamento da apneia do sono deitado na cama no seu quarto.

Acredite se quiser: os distúrbios do sono são mais frequentes do que se imagina. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 40% dos brasileiros sofrem com problemas desse tipo. Entre os mais comuns estão a Insônia, a apneia do sono e a síndrome das pernas inquietas.

Sendo assim, no artigo de hoje, vamos aprofundar sobre a apneia do sono, condição que afeta aproximadamente 35% das pessoas no Brasil. Continue conosco para entender o que exatamente ela é, seus principais sintomas, causas e tratamentos.

O que é Apneia do sono?

É um distúrbio no qual ocorrem pequenas “pausas” na respiração durante o período de sono. A apneia pode acontecer várias vezes durante a noite e que pode ocasionar sérios problemas de saúde.

De modo geral, existem dois tipos de apneia do sono: a obstrutiva e a central.

Apneia obstrutiva do sono

Considerada a mais comum entre os pacientes, a apneia obstrutiva do sono acontece devido à obstrução/colapso das vias respiratórias superiores, mais precisamente na região da faringe, durante o sono. Existem muitas causas que levam ao estreitamento das vias respiratórias e consequentemente à apneia.

E sabe o que acontece quando você não consegue respirar?

O nível de oxigênio no sangue fica reduzido e o cérebro entende que é necessário acordar para resolver o problema. Ou seja, o indivíduo dorme e desperta várias vezes durante a noite, com vários períodos sem respiração, além disso, a queda na oxigenação traz sofrimento aos órgãos do corpo, que dependem de oxigênio para funcionar corretamente.

É comum que a pessoa que sofre desse distúrbio tenha roncos associados e ocorram ruídos como se estivesse sufocando.

Apneia do sono central

Bem menos usual, a apneia do sono de origem central acontece quando o cérebro se torna incapaz de controlar a respiração. Quando isso ocorre, o paciente também terá “pausas de respiração” e poderá acordar a noite com falta de ar, ter dificuldades para dormir ou ter um sono desregulado.

Quais os sintomas da apneia do sono?

Além dos já citados, a apneia do sono pode apresentar outros tipos de sintomas. São os mais comuns:

  • sonolência excessiva ao longo do dia, devido à noite mal dormida;
  • roncos muito altos;
  • dores de cabeça pela manhã;
  • boca seca ao despertar;
  • acordar com a sensação de sufocamento ou de engasgos;
  • insônia;
  • alterações na pressão arterial;
  • ganho de peso;
  • déficit cognitivo ( dificuldade de atenção e memória );
  • acordar cansado.

Qual o risco para quem tem apneia do sono?

Diversas condições de saúde podem ser afetadas pela apneia. Pacientes hipertensos podem ter dificuldade de controlar a pressão arterial, podem ocorrer alterações no ritmo cardíaco, e a queda de oxigenação pode contribuir para que ocorra infarto e acidente vascular encefálico em pessoas predispostas.

O sono de qualidade é essencial para uma boa saúde mental. Quando não dormimos bem o humor é alterado. Afinal, como o sono é interrompido, o descanso fica prejudicado e é comum ter mais impaciência, nervosismo ou irritação no decorrer do dia, assim como problemas de concentração e falta de produtividade.

O paciente pode desenvolver doenças como depressão, hipertensão arterial, obesidade, acidentes vasculares cerebrais (“derrames“) e infarto. Além disso, a apneia do sono está associada a um maior risco de morte súbita.

Quando a apneia do sono é grave?

O quadro de apneia é considerado grave quando ocorrem mais de 30 ocorrências por hora durante o sono. Quanto maior o número de episódios, mais grave será o quadro e maiores serão os riscos para saúde.

Causas

A apneia pode trazer riscos para a saúde então encontrar a causa para ela se torna essencial para a prevenção e tratamento. Confira algumas possibilidades:

  • Alterações anatômicas: fatores que obstruem o nariz, faringe e laringe, como hipertrofia de adenóide e amígdalas, desvio de septo nasal, hipertrofia de conchas nasais, flacidez dos músculos da faringe, hipertrofia da base da língua, circunferência do pescoço aumentada e outros.
  • Genética: estudos mostram que a apneia pode ser uma condição hereditária, existem genes associados a uma via aérea mais estreita, estrutura do crânio e da face que favorecem a obstrução, assim como os que determinam a distribuição muscular da faringe que levam ao desenvolvimento da doença.
  • Obesidade: é o principal fator, a deposição de gordura nas paredes da faringe promove redução da área da via respiratória e favorece o colapso. O aumento de tecido gorduroso na região abdominal promove redução do volume pulmonar e redução do armazenamento de oxigênio trazendo instabilidade ventilatória.

Outros fatores que podem contribuir para piora da apneia obstrutiva do sono:

  • Álcool: o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente à noite, faz os músculos da garganta e da boca se relaxarem.
  • Congestão nasal: a redução da passagem do ar no nariz promove uma pressão negativa na faringe e facilita o colabamento da faringe.
  • Uso de medicamentos para dormir: alguns remédios sedativos podem gerar maior relaxamento da musculatura da faringe.
  • Alterações hormonais: alterações hormonais podem influenciar o tônus muscular; estudos demonstraram que após a menopausa a mulher tem maior propensão a desenvolver Apneia.

Como descubro se tenho apneia?

Se você acredita que está sofrendo de apneia do sono, a primeira coisa a se fazer é consultar um médico.

É muito importante a avaliação do otorrinolaringologista, que é o especialista em nariz e garganta. Ele poderá avaliar se há mesmo sinais e sintomas de apneia, realizar exames do nariz e garganta e verificar se existem outros fatores de risco.

Exames para avaliar a permeabilidade das vias aéreas superiores podem ser indicados.

A apneia deve ser confirmada com uma polissonografia. Esse exame é realizado durante a noite de sono para verificar se realmente acontece a apneia, determinar a frequência dos episódios e monitorar os índices de frequência cardíaca, oxigenação sanguínea, movimento corporal, fluxo da respiração, atividade cerebral, entre outros.

O que fazer para tratar a apneia do sono?

O tratamento da apneia do sono é multidisciplinar, envolvendo especialistas como o otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, nutricionista e odontólogo. Em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento do endocrinologista, cardiologista e até neurologista.

Somente com a avaliação individual é possível verificar quais as causas de apneia, pois podem variar de pessoa para pessoa.

O tratamento pode incluir mudanças de estilo de vida, perda de peso, fonoterapia, uso de medicamentos e em alguns casos poderá haver indicação cirúrgica.

O tratamento mais específico da apneia consiste no uso de um aparelho para dormir, o CPAP, que possui um mecanismo que faz pressão positiva contínua nas vias aéreas , impedindo que ocorra a apneia. Trata-se de uma pequena máscara que permite que o ar seja encaminhado diretamente para as vias respiratórias impedindo seu fechamento. Esse aparelho deve ser indicado pelo médico com base no exame de polissonografia.

Dicas: como melhorar a qualidade do seu sono?

Se você se sente cansado o tempo todo porque o sono não está lá essas coisas, aí vão algumas dicas que podem contribuir para a melhoria da qualidade do seu descanso:

  • tenha uma alimentação saudável;
  • estabeleça uma rotina para o horário de dormir;
  • faça exercícios físicos;
  • evite bebidas alcoólicas e estimulantes à noite;
  • evite cochilos ao longo do dia;
  • prefira atividades mais calmas antes de ir para a cama, evitando o uso de aparelhos eletrônicos e com muita luz;
  • faça atividades prazerosas ao longo do dia, assim você tira preocupações da mente e cuida da sua saúde mental!
 

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Otorrinolaringologia

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