Andropausa: o que precisamos saber sobre a “menopausa masculina”?

Homem mais velho com andropausa se consultando com um médico. Os dois estão interagindo em um tablet.

Primeiramente: a andropausa, ao contrário do que muitos pensam, não é uma espécie de “menopausa masculina”. Já já vamos explicar o porquê disso mas, antes, precisamos esclarecer algumas coisas. Vamos lá?

Afinal: o que é, de fato, a andropausa?

É uma condição associada à diminuição da produção, nos homens, de um hormônio chamado testosterona. Este, por sua vez, é responsável por uma série de características naturalmente masculinas como, por exemplo, o engrossamento da voz, o maior volume de pelos corporais, o aumento de massa muscular etc.

Porém, vale ressaltar que ele é fundamental, também, para o desenvolvimento dos órgãos genitais, a produção e amadurecimento dos espermatozoides e, consequentemente, para o aumento do desejo sexual.

A queda de testosterona, nos homens, está relacionada à idade (muito comum em pacientes com mais de 50 anos). Para se ter ideia, estima-se que ela, assim como a produção do esperma, diminuem cerca de 10% a cada década após os 30 anos de idade.

E por que não podemos chamar essa condição de menopausa masculina?

Em primeiro lugar, porque a andropausa não ocorre, necessariamente, em todos os homens (diferente da menopausa, que chega de forma inevitável para todas as mulheres).

Depois, porque não envolve um desligamento completo do órgão reprodutivo. Ou seja: enquanto a menopausa torna a mulher infértil, o homem em andropausa não deixa de produzir espermatozoides (só diminui a fabricação destes).

Sintomas e complicações

Embora os sintomas da andropausa possam variar de pessoa para pessoa, os mais comuns incluem:

  • baixa libido;
  • dificuldades em obter/manter ereções;
  • fadiga;
  • depressão;
  • alterações bruscas de humor;
  • perda de força ou massa muscular;
  • aumento de gordura corporal;
  • ondas de calor.

Quando não tratada corretamente, essa condição pode, ainda, aumentar os riscos para problemas cardiovasculares e osteoporose.

Como saber se estou na andropausa?

A única forma de obter um diagnóstico certeiro é consultando um médico.

Durante a consulta, o especialista fará uma série de perguntas sobre os seus sintomas e, claro, vai checar se eles correspondem aos de pessoas com baixos níveis de testosterona. Em seguida, para tirar a prova, ele provavelmente solicitará um exame de sangue para verificar as quantidades desse hormônio no seu sangue.

Por fim, como existem outras condições associadas à diminuição de testosterona no organismo (como hipogonadismo, diabetes, pressão alta etc), pode ser que você precise fazer alguns testes para descartá-las.

Quais são os tratamentos para andropausa?

A menos que essa condição esteja causando muito desconforto, a melhor alternativa para lidar com ela é gerenciar seus sintomas por meio de um estilo de vida mais saudável. São alguns exemplos:

  • alimentar-se bem;
  • fazer exercícios regularmente;
  • durma o suficiente (mínimo de 8 horas/noite);
  • reduzir o estresse (pode ser por meio de meditações, análise, grupos de apoio, florais, planejamento de rotina, antidepressivos etc).

No mais, vale ressaltar que substituir/compensar a testosterona no sangue é uma forma de tratamento viável para a andropausa. Isso pode ser feito por meio de injeções, adesivos, cápsulas, géis (uso tópico) etc.

Porém, atenção: esse tipo de terapia, para muitos especialistas, é bastante controversa. Afinal, ela costuma provocar uma série de efeitos colaterais desagradáveis e ser extremamente perigosa para quem tem câncer de próstata, ou possui alguém na família que o tenha (já que pode causar o crescimento de células cancerígenas).

Enfim…

O importante, aqui, é entender que a andropausa, diferente da menopausa, não acomete todos os homens em algum momento de suas vidas. Porém, é claro que, como qualquer outra condição que mexe com os hormônios do corpo, ela também exige sua atenção e uma série de cuidados.

Então, se você por acaso desconfia que esteja com baixos níveis de testosterona no corpo, procure por ajuda médica, combinado?

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter)! Estamos te esperando.

Clínica Geral

Deixar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *