Bebê asiático com tampão ocular para tratar ambliopia

Dr. Henrique Vizibelli

A ambliopia (popularmente conhecida como “olho preguiçoso”) é um distúrbio do desenvolvimento da visão. Nela, um dos olhos falha em atingir a acuidade visual normal, mesmo com óculos de grau e/ou lentes de contato.

Se detectado cedo e tratado imediatamente, o olho preguiçoso pode ser revertido na maioria dos pacientes.

Os tipos de ambliopia e suas causas

Existem três tipos comuns de olhos preguiçosos, com base nas possíveis causas para estes. São eles:

  • ambliopia por estrabismo: o estrabismo é a causa mais comum para o olho preguiçoso. Aqui, o cérebro tenta evitar a visão dupla (provocada pelo desalinhamento dos olhos) ignorando as informações processadas pelo olho desviado, levando à ambliopia deste.
  • ambliopia por anisometropia: às vezes, um olho preguiçoso é causado por erros de refração desiguais. Um olho, por exemplo, pode ter uma alta hipermetropia, enquanto o outro possui um grau menor ou inexistente. Nesses casos, o cérebro confia no olho que possui menor erro de refração, e ignora a visão turva do outro. A visão no olho que foi “bloqueado” não se desenvolve, ocasionando a ambliopia.
  • ambliopia por privação: é causada por algo, ou alguma coisa, que impede a entrada de luz no olho do bebê, comprometendo a sua visão. É o caso da catarata congênita, por exemplo. O tratamento imediato desse quadro é essencial para permitir o desenvolvimento visual normal da criança e impedir o surgimento do olho preguiçoso.

Sintomas

Os sintomas de ambliopia podem ser difíceis de serem percebidos. Pacientes com esse quadro costumam ter pouca percepção de profundidade (dificuldade em saber o quão perto ou longe algo está). Além disso, existem outros sinais como fechar um dos olhos, ou inclinar a cabeça, para enxergar melhor.

É importante saber que, em muitos casos, os pais não sabem que seu filho tem olho preguiçoso até que um médico o diagnostique. Por isso, mantenha sempre os check-ups oftalmológicos em dia.

Fatores de risco

Alguns pacientes nascem com ambliopia, outros a desenvolvem mais tarde na infância. As chances de se ter olho preguiçoso são maiores em crianças que:

  • nasceram prematuras;
  • eram menores que a média quando nasceram;
  • têm histórico familiar de ambliopia, catarata infantil ou outras condições oculares;
  • têm deficiências de desenvolvimento.

Tratamento

Se a ambliopia for causada por algum problema de visão, o indicado é tratá-lo primeiro. O próximo passo é treinar novamente o cérebro e forçá-lo a usar o olho mais fraco. Quanto mais o cérebro o usa, mais forte ele fica. Os tratamentos incluem:

  • tampão de olho: ao cobrir o olho saudável, o cérebro precisará usar o olho preguiçoso para enxergar. Algumas crianças precisam usar o tampão algumas horas por dia, enquanto outras podem precisar usá-la sempre que estiverem acordadas.
  • colírio: em alguns casos de ambliopia, o oftalmologista pode receitar um colírio de atropina, para ser aplicado no olho saudável, desfocando-o temporariamente. Isso força o cérebro a usar o outro olho, fortalecendo-o.

Depois que o tratamento é iniciado, a visão costuma melhorar em algumas semanas. No entanto, é preciso manter o tratamento por mais tempo para obter melhores resultados.

Não deixe de realizar os exames recomendados para as crianças, desde o nascimento até a idade escolar.

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