Mãe amamentando seu filho sentada em um cadeira no quarto do bebe recém nascido

assinatura Tulia Fadel

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é essencial que o bebê receba o leite materno até os seis meses de vida. Depois disso, a associação a outros alimentos pode ser feita até que a criança complete dois anos.

Isso ocorre porque, como explica nossa pediatra, Tulia Fadel, essa prática é fundamental não só para a alimentação do bebê, mas para o fortalecimento do laço afetivo entre ele e a mãe.

Então, para estimular a amamentação, trouxemos aqui dados significativos que vão lhe provar, por A + B, o quanto esse hábito é importante para os pequeninos. Vamos lá?

Por que é importante amamentar?

  • Aumenta o contato e o afeto entre mãe e bebê;
  • ajuda na perda de peso da mãe;
  • facilita ao útero voltar para o seu tamanho normal;
  • faz com que a perda de sangue, proveniente do pós-parto, acabe mais cedo;
  • diminui a chance da mãe de desenvolver cânceres como o de mama e ovário;
  • o leite materno torna tudo mais prático. Afinal, não é preciso fervê-lo, misturá-lo, coá-lo, dissolvê-lo ou resfriá-lo. Ele está sempre pronto, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Por que o leite materno é bom para o bebê?

  • Ele é fácil de se digerir e, por isso, não sobrecarrega o intestino e os rins do bebê;
  • com ele, a criança tem 25% a menos de chances de desenvolver obesidade no futuro;
  • reduz, também, as chances de desenvolvimento de quadros crônicos como Diabetes e doenças cardiovasculares;
  • há um intrínseco sistema que faz com que ele seja adequado da mãe para seu próprio filho, como se fosse uma ‘receita mágica’;
  • é um alimento que contém todos os nutrientes em doses exatas;
  • proporciona um ótimo crescimento e é de fácil digestão;
  • já contém água;
  • estimula todo o sistema imunológico do bebê, protegendo-o contra infecções e alergias;
  • diminui problemas ortodônticos (dentes) e fonoaudiológicos (fala);
  • influi na parte neurológica da criança, já que o leite materno aumenta a inteligência;

Como se preparar para a amamentação?

De acordo com a pediatra, “o primeiro ponto a ser trabalhado é buscar informações suficientes. Ao esclarecer os fatos, a vontade de amamentar se amplia ainda mais. Para isso, a grávida deve se instruir com seu obstetra e, de preferência, com o pediatra, durante a gestação, além de procurar por materiais de boas referências para leitura.”

Ela acrescenta, ainda, que não há nada comprovado cientificamente que faça com que o mamilo se torne mais resistente para sucção do bebê e que esse processo será desenvolvido no decorrer da amamentação.

Portanto, a mãe deve ter consciência de que alguns percalços podem ocorrer, principalmente a fissura mamária, que pode ser bastante dolorosa, mas que esta, assim como outras questões, serão tratadas ao decorrer do processo. Logo, não há motivos para se preocupar.

Por fim, ela explica que não há comprovação sobre o resultado efetivo de esfregar o mamilo com buchas, mas um bom banho de sol é interessante.

Agora que alguns detalhes já foram esclarecidos, chegou o momento de mostrarmos como fazer a amamentação ficar ainda mais tranquila para que você perca toda e qualquer insegurança de insegurança de dar o peito. Vamos lá?

Dicas preciosas para amamentar:

  • Busque informações com o seu médico. Isso diminuirá sua ansiedade em relação ao momento.
  • Invista, pela manhã (até as 10h), ou no fim da tarde, em dar banhos de sol às duas mamas.
  • Beba bastante líquido.

Amamentação x trabalho: o que fazer quando a licença maternidade acaba?

O Ministério da Saúde (MS) desenvolveu uma cartilha para orientar as mães que trabalham fora a manterem a amamentação de forma simples.

Dentre as dicas divulgadas estão:

  • Se for possível e desejado, leve o bebê pequeno com você ao trabalho, ou peça para alguém levá-lo para ser amamentado.
  • Explique ao seu patrão e colegas a importância de amamentar. Explique, especialmente, que o leite materno protege seu filho e que, por isso, ele ficará menos doente e você faltará menos ao trabalho e estará mais contente; explique tudo isso também aos seus familiares.
  • A produção de leite se dá de acordo com a demanda da criança, ou seja, quanto mais o bebê suga, mais leite é produzido. Na ausência de sucção, é essencial esvaziar as mamas extraindo o leite em intervalos regulares. Assim, é importante dar o peito sempre que você estiver com o bebê. A prolactina, hormônio responsável pela produção de leite, é liberada mais à noite. Então, amamentar durante a noite ajuda a manter uma boa produção de leite.
  • Conforme orientação do MS, a duração total da licença maternidade pode ser usada para amamentar exclusivamente. Nos últimos 15 dias da licença, você pode começar a retirar o seu leite e estocá-lo no freezer ou congelador, de preferência em pequenas quantidades, para que haja um estoque pronto a ser dado ao bebê quando o trabalho começar.
  • Alimentar o bebê com xícara, copinho ou colher é fácil, mas é preciso que a pessoa que vá cuidar do bebê aprenda a fazer isso. Recomenda-se que ela pratique dar o seu leite ao bebê com um desses utensílios durante alguns dias antes do final da sua licença. Assim, você retornará ao trabalho segura de que seu bebê estará bem alimentado.
  • A higienização das mãos, mamas, frascos e dos utensílios que forem usados é muito importante para manter a qualidade do leite. O prazo de validade do leite cru é de 12 horas, se guardado na geladeira. Se estocado no freezer ou congelador, por sua vez, aumenta para 15 dias.

Conheça a cartilha completa clicando aqui.

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