Mal de Alzheimer: o que é e como lidar?

Homem idoso com a mão na cabeça. Ele está com mal de alzheimer

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que causa demência progressiva. O primeiro sinal da doença é a perda de memória, especialmente relacionada a acontecimentos recentes.
Demência é um termo amplo e que identifica uma série de condições causadas por lesões cerebrais e/ou doenças que afetam negativamente a memória, o pensamento e o comportamento.
De acordo com o Instituto Alzheimer Brasil (IAB), cerca de 45 milhões de pessoas no mundo vivem com demência. O Alzheimer, em nosso país, é responsável por 40 a 60% dos pacientes com essa condição.
Por enquanto, ainda não existe cura para o Alzheimer, mas sim uma série de tratamentos para os seus sintomas. Sendo assim, o importante é se informar sobre essa doença para saber suas possíveis causas, sinais e sintomas (e, obviamente, como lidar com eles).

Entendendo o Alzheimer

Engana-se quem pensa que o cérebro só começa a ser comprometido quando os primeiros sinais de perda de memória aparecem. Esse órgão tem cerca de 100 bilhões de células nervosas e, cada uma delas, conecta-se a muitas outras para formar diversas redes de comunicação.
Cada grupo dessas ligações, por sua vez, possui uma função diferente. Alguns são responsáveis pelos pensamentos, outros pelo aprendizado, pela memória, pela visão, pela audição, pelo olfato e assim por diante.
Para fazerem seu trabalho, então, essas células cerebrais funcionam como pequenas fábricas. Elas recebem suprimentos (informações), geram energia, comunicam-se, constroem “equipamentos” (experiências e habilidades) e se livram do lixo.
Ou seja: não é de se admirar que, para manter tudo funcionando é preciso coordenação, bastante combustível e muito oxigênio.
O mal de Alzheimer é um dos motivos pelos quais alguns setores dessas fábricas parem de funcionar corretamente. Na medida em que os danos de um desses grupos celulares se espalha, o restante perde a capacidade de realizar o seu trabalho (já que tudo está interligado). Eventualmente, essas parcelas sem função acabam morrendo, causando falhas irreversíveis ao paciente.

Fatores de risco para o Alzheimer

  • Idade: a maioria das pessoas que desenvolve o Alzheimer tem mais de 60 anos.
  • Histórico familiar: quando se tem um parente próximo que desenvolveu essa doença, as chances de desenvolvê-la são maiores.
  • Genética: certos genes (apoE, PSEN2, APP e PSEN1, principalmente) são constantemente associados ao Alzheimer.

Tipos

Geralmente, todos os pacientes com mal de Alzheimer apresentam os mesmos sintomas (os quais já vamos falar sobre daqui a pouco). Porém, existem dois tipos principais dessa doença. São eles:

1. Alzheimer precoce

Acomete pessoas com menos de 65 anos (sendo que, muitas delas, ainda estão na casa dos 40/50). É bastante raro e costuma ser mais recorrente em:

  • pacientes com síndrome de Down;
  • pessoas que possuem defeitos em uma parte específica de seu DNA, que é o cromossomo 14.

2. Alzheimer tardio

É tipo mais comum dessa doença e ocorre em pessoas com 65 anos ou mais.

Estágios

O Alzheimer progride lentamente, passando por três estágios gerais: inicial, intermediário e tardio.

Atenção: como essa doença afeta as pessoas de formas diferentes, cada paciente pode progredir ao longo desses estágios à sua maneira.

1. Alzheimer inicial

Aqui, o paciente ainda consegue ter sua própria independência, ou seja, dirigir, trabalhar e participar de atividades sociais por conta própria. Contudo, ele costuma apresentar alguns lapsos de memória, esquecer algumas palavras que lhe eram familiares ou, ainda, perder alguns objetos constantemente.
Os sintomas, neste estágio, ainda não são muito aparentes e incluem:

  • esquecer o nome de pessoas que acabou de conhecer;
  • confundir os nomes de amigos e parentes;
  • ter dificuldades para se concentrar;
  • esquecer algo que acabou de escutar;
  • ter problemas em se planejar/organizar.

2. Alzheimer intermediário

É, normalmente, o estágio mais longo do mal de Alzheimer, podendo durar anos. Aqui, os sintomas de demência já começam a ser mais evidentes, uma vez que o paciente, ao se confundir, sente-se frustrado e irritado, começando a agir de forma inesperada.
Sendo assim, os sinais do Alzheimer intermediário incluem:

  • esquecer-se de eventos e histórias/experiências pessoais;
  • sentir-se mal-humorado(a) ou retraído(a);
  • esquecer-se de informações pessoais como endereço, número do telefone, escola em que estudou, senhas etc;
  • confundir os dias;
  • ter problemas para controlar a bexiga e os intestinos;
  • experimentar mudanças nos padrões de sono como, por exemplo, dormir durante o dia e ficar inquieto à noite;
  • perder-se;
  • demonstrar mudanças de personalidade e comportamento, incluindo suspeitas, delírios e compulsividade.

3. Alzheimer avançado

Neste estágio, os sintomas são bastante graves. O paciente perde as habilidades para responder ao seu ambiente, para manter uma conversa e, eventualmente, para controlar seus próximos movimentos.
Além disso, a pessoa em estágio avançado de Alzheimer:

  • requer assistência por 24 horas;
  • perde a consciência de experiências e conversas recentes;
  • apresenta dificuldade para caminhar, sentar e, eventualmente, engolir;
  • não consegue se comunicar;
  • torna-se vulnerável a infecções, especialmente pneumonia.

Diagnóstico

O diagnóstico de Alzheimer é feito com base em exames de imagem e testes para avaliar as habilidades mentais e descartar outras condições.

E, por fim: quais são os tratamentos para o mal de Alzheimer?

Como já foi explicado, não há cura conhecida para o Alzheimer. No entanto, alguns medicamentos e outros tratamentos podem ser recomendados para ajudar a aliviar os sintomas e atrasar a progressão da doença.
Para os estágios precoce a moderado da doença, por exemplo, o médico pode prescrever medicamentos como donepezila ou rivastigmina para ajudar na manutenção da memória.
Já nos casos moderados/graves, a memantina é recomendada para ajudar a bloquear os efeitos do excesso de glutamato no cérebro. Esta, por sua vez, é uma substância química que danifica as células cerebrais e, na medida em que o Alzheimer progride, é liberada em maiores quantidades.
Por fim, ainda podem ser receitados antidepressivos, ansiolíticos ou antipsicóticos para ajudar a tratar sintomas relacionados à doença como, por exemplo:

  • depressão
  • inquietação
  • irritabilidade
  • agitação
  • alucinações

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Neurologia

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