Prato criativo composto por alimentos cortados em formas diferentes sendo uma solução para os desafios da alimentação saudável na infância

CMH Medicina Hospitalar

Todos nós sabemos o quanto é importante fornecer uma dieta rica em nutrientes para as crianças. Contudo, é mais fácil falar do que fazer, né? Os desafios da alimentação saudável no mundo infantil são vários, e é deles que vamos falar hoje.

Incentivar os pequenos a comerem legumes, verduras e frutas pode ser desgastante, mas é importante lembrar que você é aquilo que come. Por isso, desenvolver hábitos saudáveis logo na infância é essencial para que seu filho aprenda a se alimentar corretamente.

Como posso incentivar meu filho ter uma alimentação saudável?

A melhor maneira é tornar a comida divertida, e não uma obrigação. Aqui vão algumas técnicas que você pode tentar em casa:

  • Cores distintas de frutas e vegetais contêm diferentes combinações de nutrientes. Tente, então, colocar vários tipos de comida, com cores diversas, e faça um jogo com o seu filho. Pergunte coisas do tipo: “quantas cores temos aqui?”, “quais outros alimentos são dessa mesma cor?”, ou “quais cores estão faltando”. Dessa forma, as refeições se tornarão divertidas, interativas e intrigantes!
  • Seja um modelo. Como pai ou mãe, é importante que você mostre ao seus filhos que se alimenta de forma saudável e que, por isso, eles devem seguir o mesmo exemplo.
  • Torne a comida divertida. Corte os legumes e frutas em formas diferentes (pode ser coração, estrela, algum bichinho que seu filho goste etc), use e abuse de texturas para compô-las e crie em seu filho um interesse ainda maior pela comida.
  • Deixe que o pequeno escolha o que ele quer comer de cada grupo alimentar. Basta mostrar a pirâmide e deixar que ele tome selecione aquilo que mais lhe agrada. Crianças adoram se envolver em tomadas de decisões!
  • Envolva seu filho na compra dos alimentos. Conte de onde eles vêm e deixe que ele escolha, na feira, aquilo que mais lhe encanta os olhos!
  • Ensine as crianças a reconhecerem os sinais de fome: alguns pais enviam a seus filhos a mensagem errada de que é preciso comer até que elas fiquem cheias, ou acabem o prato. Alguns, inclusive, punem-as ou as subornam para isso.

Atitudes como essa podem introduzir o mau hábito de comer demais às crianças, gerando problemas futuros como obesidade e até mesmo diabetes.

Tal risco pode ser reduzido quando os pequenos são incentivados a ouvirem seus próprios sinais de fome. Por exemplo, um bebê que se afasta da mamadeira tenta sinalizar que está cheio. As crianças mais velhas vão parar de comer quando estão cheias. Nessa situação, não a incentive, e muito menos a force a terminar o prato.

Como saber se a dieta que dou ao meu filho é eficaz?

Para obter uma dieta equilibrada é simples. Basta garantir que seu filho esteja ingerindo uma ampla variedade de alimentos nutritivos de todos os diferentes grupos. No geral, uma alimentação saudável é formada por:

  • frutas e vegetais (no entanto, sempre dê preferência aos vegetais);
  • grãos integrais;
  • feijão e lentilhas;
  • carne magra e peixe (especialmente os ricos em ômega 3);
  • nozes e sementes.

O que posso fazer se meu filho se recusar a comer os alimentos que precisa para crescer?

Primeiro de tudo, não se preocupe! A maioria das crianças passa por fases com a alimentação e, por isso, seus hábitos mudam com o tempo. Algo que eles nunca comeriam antes, de repente, se tornará um favorito, então tenha paciência e não desista!

Às vezes, não é possível fazer com que as crianças comam alimentos contendo nutrientes importantes. É por isso que algumas vitaminas isoladas e suplementos podem ser úteis para garantir ao pequeno um organismo saudável.

Então, caso ele esteja se recusando a comer alimentos importantes para a sua saúde, consulte o pediatra para saber qual é a melhor decisão. Não precisa forçar seu filho a nada e correr o risco de tornar a alimentação saudável traumática e estafantes. Vá com calma que vai dar tudo certo!

Quer aprender a fazer lanches escolares mais saudáveis? Leia o texto da Dra. Denise Brasileiro, pediatra e nutróloga, sobre o assunto:

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