Alimentação natural crua com ossos faz bem para o seu pet? Confira a opinião de nosso especialista

Nesta semana, conversamos com o especialista Dr. Kleber Felizola, veterinário especialista em nutrologia, sobre um assunto muito importante para a saúde dos pets: a alimentação natural crua com ossos. Ele trabalha com alimentação natural crua com ossos há cinco anos e conta que as mudanças percebidas nos cães que recebem uma dieta biologicamente apropriada são enormes.

Afinal, em que consiste uma alimentação natural crua com ossos?

O Dr. Kleber explica que lobos e gatos selvagens, há milhares de anos e durante suas evoluções e adaptações, alimentam-se prioritariamente de suas caças, devorando-as cruas e em sua totalidade. Ou seja: sempre foi da natureza deles comer pele, gorduras, carnes, vísceras e ossos.
Portanto, pode-se afirmar que a dieta que os organismos dos nossos cães e gatos reconhece como comida de verdade é aquela que seus ancestrais comeram desde sempre.

Então, por que devemos mudá-la?

Praticidade? Interesse econômico? São as duas únicas respostas aceitáveis que nosso especialista levanta para justificar a utilização de uma dieta industrializada, altamente processada e com matérias-primas de qualidade questionável.
Porém, é preciso entender que, do ponto de vista da saúde do pet, uma ração artificial traz mais problemas à vida do dono (e do pet, claro), do que soluções.
Dr. Kleber trabalha com alimentação natural crua com ossos há cinco anos. Ele conta que as mudanças percebidas nos cães que recebem uma dieta biologicamente apropriada são enormes. Eles se tornam muito mais ágeis, apresentam um apetite prazeroso, aguardam a hora da comida com extrema alegria, suas fezes são firmes e com odor discreto, e o pelo muda completamente, tornando-se brilhante, sedoso e quase sem queda.
E essas informações não vêm só dele! Os tutores adeptos dessa dieta natural dão testemunhos impressionantes sobre seus pets como:

  • Melhoria de problemas de pele;

  • Rápido desaparecimento de coceiras;

  • Ganho de massa muscular;

  • Melhora na cognição;

  • Dentes limpos e gengivas saudáveis.

Quando introduzir essa dieta na alimentação do pet?

Dr. Kleber já criou vários filhotes desde o desmame, introduzindo a alimentação natural crua com ossos aos 21 dias. De acordo com ele, os resultados foram fantásticos. Ausência de problemas gastroentéricos, muito comuns, inclusive, no desmame de buldogues que iniciam dietas industriais.
Muitos destes filhotes são acompanhados até hoje e não apresentam problema algum. As visitas ao veterinário são apenas para vacinação e avaliações de rotina.

O organismo do seu companheiro agradece

Por ser uma dieta de baixa carga glicêmica e pobre em carboidratos simples, a alimentação natural crua com ossos evita os indesejáveis picos glicêmicos que elevam a insulina. Isso diminui fatores prejudiciais ao organismo do pet como inflamação crônica, ganho de peso e envelhecimento precoce.

Quais cuidados precisam ser tomados?

Dr. Kleber explica que não são todos os cães que podem receber essa dieta. Animais com problemas de saúde como gastrite, DRC, urólitos, doença inflamatória intestinal, IPE etc precisam de maiores cuidados e, consequentemente, de dietas mais específicas, podendo assim anular algum aspecto da alimentação natural crua com ossos.
Outra preocupação, de acordo com ele, é com relação a como fornecer os ossos. Estes devem ser SEMPRE crus e com tamanho adequado ao pet para evitar riscos de engasgos. Cães braquicefálicos (de focinho achatado) necessitam de cuidados ainda maiores como, por exemplo, triturar os ossos.
Não se pode também deixar de citar a importância dos vegetais nessa dieta. Afinal, eles irão complementar e ajudar no balanceamento de nutrientes, principalmente as fibras e vitaminas. No seu estado selvagem, os lobos comem algumas frutas, cascas de árvores, gramíneas e fezes uns dos outros para o equilíbrio da sua microbiota intestinal, por exemplo.
Apesar de ser um hábito “nojento” para nós, aprendemos com esse comportamento que devemos nos preocupar com a saúde intestinal dos nossos animais, alimentando-os com prebióticos e probióticos.

Cabe ressaltar, enfim, que é necessário a orientação de um veterinário ou zootecnista experiente na área da nutrologia para prescrição de uma dieta equilibrada.

Um acompanhamento de rotina da saúde nutricional do seu animal é também de extrema importância.
Dr. Kleber Felizola e o Convite à Saúde Animal recomendam que o tutor, em hipótese alguma, deve se aventurar a cuidar da nutrição de seu pet por conta própria. Isso pode prejudicar o bichinho por falta, ou até mesmo excesso de nutrientes!
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Medicina Veterinária

4 Comments

  • Meu pet é mistura de Yorkshire com Jeckel, pequeno porte, cinco meses e gostaria de dar osso natural para roer. Comprei um defumado que estava com cheiro de óleo velho. Gostaria de dar também, miúdos como fígado, rim etc. Eu posso fazer isso associado a ração?

    • Olá Maisa,
      O melhor conselho que podemos te dar é para que você procure o veterinário do seu cachorro.
      Como há muitos fatores que podem influenciar na alimentação dele, só o veterinário poderá analisar e decidir o que fazer.

  • Me ajude na alimentação natural, meu filho Shivan meu cachorro tem Leishmaniose posso dar fígado bovino e quantas vezes por semana?
    Preparo, batata doce 240 gramas + inhame espinafre e carne crua e vou alternando é correto?
    Porém a pele continua com escamas e feridinhas . Medicação: Alupurinol 300 mg uma vez dia, domperidona 2 Comp. Uma vez ao dia, suplementos minerais e vitaminas diariamente.
    Três vezes por semana dois ovos crus. Nas minhas pesquisas estou em dúvida se adiciono Vitaminas A, D E, pois não sei a dosagem,?. Por favor me ajuda.

    • Oi Edna, tudo bem? Em primeiro lugar, gostaríamos de dizer que sentimos muito pelo diagnóstico do seu cachorrinho. Só quem é tutor sabe o quanto esses momentos são complicados, né? No mais, a pessoa mais indicada para responder a todas as suas dúvidas com exatidão é o veterinário. Afinal, cada caso é um caso, e cada pet possui suas necessidades e singularidades. Sendo assim, uma série de fatores precisam ser considerados como, por exemplo, a idade da paciente, seu estilo de vida e por aí vai.

      Nossa recomendação, então, é: assim que possível, marque uma conversa com o vet e tire todas as suas dúvidas com ele. Juntos, pode apostar que vocês chegarão nas melhores decisões com relação ao tratamento da cachorrinha, ok? Abraços!

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