Alface sendo lavado e primeiro plano. Ao fundo, homem preparando uma salada.

Dra. Christiane Goulart

A gravidez é um período delicado na vida de qualquer mulher. Embora a maioria dos alimentos seja segura para a gestante, alguns tipos de comida devem ser cortados para evitar complicações na formação do bebê. Recomenda-se, portanto, prestar atenção ao que a grávida consome.

Aqui está uma lista de alimentos que a gestante deve evitar:

Peixes e crustáceos crus

O consumo de peixes e, principalmente, crustáceos crus, pode acarretar em várias infecções e, por isso, devem ser cortados da alimentação na gestação. Os micro-organismos envolvidos incluem: Norovirus, Vibriosis, Salmonella, Listeria e parasitas. Algumas dessas infecções só afetam a mãe deixando-a desidratada e fraca. Outras infecções, contudo, podem ser transmitidas ao feto e trazerem a ele consequências graves ou até mesmo fatais.

Carne crua e processada

Comer carne mal cozida ou crua aumenta o risco de infecção por muitas bactérias ou parasitas. São elas: Toxoplasma, Escherichia Coli, Listeria e Salmonella. As bactérias podem ameaçar a saúde do feto, podendo levá-lo à morte ou provocar uma doença neurológica grave. Algumas sequelas deste tipo de infecção são retardo mental, cegueira e epilepsia.

Ovos crus

Ovos podem estar contaminados com Salmonella e a ingestão sem um cozimento apropriado não é recomendada. As infecções geralmente acometem apenas a mãe. Os sintomas incluem febre, náuseas, vômitos, cólicas no estômago e diarreia. No entanto, em casos raros, a infecção pode causar contrações no útero, resultando em parto prematuro ou morte fetal.

Cafeína

A cafeína é a substância psicoativa mais utilizada no mundo e é encontrada principalmente em café, chás e refrigerantes. As mulheres grávidas geralmente são aconselhadas a limitar a ingestão desta a menos de 200 mg por dia, ou seja, 2 ou 3 xícaras pequenas de café no máximo.

Isso ocorre porque a cafeína é absorvida muito rapidamente e passa através da placenta para o feto.

Leite não pasteurizado, queijo e sucos de frutas

O leite cru e o queijo não pasteurizado podem conter uma variedade de bactérias nocivas, incluindo: Listeria, Salmonella, E. Coli e Campylobacter. O mesmo acontece com o suco não pasteurizado, que também é propenso à contaminação bacteriana. O suco natural pode ser consumido desde que a água utilizada seja filtrada ou fervida. Infecções por estes micro-organismos podem ter consequências graves para o feto.

Álcool

Mulheres grávidas devem evitar completamente o álcool durante a alimentação na gestação, pois isso aumenta o risco de aborto e morte fetal. Mesmo uma pequena quantidade pode ter um impacto negativo no desenvolvimento do cérebro do bebê. Por fim, também pode causar síndrome do álcool fetal, em que ocorrem deformidades faciais, defeitos cardíacos e retardo mental.

Mariscos defumados

É recomendado não consumir frutos do mar defumados e refrigerados. Eles podem conter Listeria Monocytogenes. Esta bactéria causa a listeriose, que se apresenta como diarreia e vômitos, e pode levar a doença ao recém-nascido, causando aborto espontâneo ou morte.

Além disso, o marisco processado contém alta concentração de sal, podendo provocar um aumento da pressão arterial e retenção de líquido.

Carnes processadas

A gestante também precisa evitar os embutidos como: salame, salsicha e carnes fatiadas. A ingestão destes é perigosa por conter risco de contaminação bacteriana, por exemplo, pela Listeria.

Frutas e vegetais não lavados

Frutas e vegetais não lavados podem estar contaminados pelo Toxoplasma, um parasita que causa infecção fetal e sérias complicações no desenvolvimento do bebê.

Alimentos em conservas

Os alimentos enlatados, incluindo frutas, vegetais e refrigerantes, são prejudiciais à saúde da gestante e seu bebê. Afinal, podem conter Bisfenol (BPA), uma substância tóxica que afeta a atividade endócrina do feto e provoca problemas de fertilidade, câncer, doença hepática e doença cardíaca.

Os molhos e as sopas, por exemplo, contêm altos níveis de BPA. Além disso, o atum enlatado contém altos níveis de mercúrio tóxico para a mãe e feto.

O que, então, é recomendado para uma boa alimentação na gestação?

  • Procurar balancear as refeições, incluindo 50% de vegetais (legumes, verduras e frutas), 25% de carboidratos (preferencialmente integrais) e 25% de proteínas de boa qualidade;
  • Escolher alimentos de verdade, em sua forma natural, é sempre mais saudável. Alimentos integrais, legumes, verduras, frutas, ovos, carne, peixe e frango preparados em casa são a base de uma alimentação excelente, principalmente durante a gravidez;
  • Variar os tipos de alimentos consumidos no dia a dia aumenta a quantidade de vitaminas e minerais ingerida;
  • Escolher fontes de gorduras saudáveis, importantes para a formação do feto como: castanhas, sementes, azeite, abacate, coco e manteiga;
  • Evitar alimentos processados e industrializados que contém várias substâncias nocivas à saúde;
  • Beber bastante água! Afinal, uma hidratação adequada é essencial para todas as funções do organismo e para o crescimento e desenvolvimento do feto.

Alerta às grávidas: antes de excluir qualquer dos alimentos listados neste artigo, consulte o seu médico.

Entende agora os motivos pelos quais uma gestante deve cuidar bastante de sua alimentação e, claro, quais refeições evitar para que dê tudo certo com sua dieta? Se você seguir essas dicas à risca e fazer um acompanhamento sério com uma nutricionista, pode ter certeza de que essa jornada será muito mais simples do que se pensa!

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