6 cuidados ao adotar um gato de rua

Vista superior de colo de mulher segurando um gato de rua que ela adotou

Às vezes acontece o encontro perfeito: uma pessoa que quer muito um gatinho, para dar e receber carinho, e um felino que precisa de um lar e um humano para chamar de seu.
As ruas estão cheias de bichanos procurando afeto e abrigo. Estima-se que, no Brasil, há mais de 30 milhões de animais abandonados. Então, se você decidir adotar, com certeza vai receber muitos lambeijos de amor, ronronados e alegrias diárias com as surpresas mais encantadoras.
Porém, é necessário ter alguns cuidados ao adotar um gato de rua, principalmente se você já tiver outros animais em casa. Por isso, reunimos aqui seis dicas para você fazer uma adoção com todos os cuidados necessários!

1. Verifique se o bichano já tem um tutor

Antes de adotar, é fundamental verificar se o bichano tem ou não um humano de estimação!
A maioria dos tutores coloca coleiras de identificação nos gatos, com os contatos necessários para reavê-los em caso de fuga. Há até microchips instalados, de modo que possam encontrar e resgatar os bichanos.
Além disso, é fácil perceber se o animal é cuidado por alguém ou não. O gato que vive na rua costuma ter uma aparência mais fragilizada, estar sujo, com odores de quem come lixo, pulgas, machucados e pelagem sem vida. Se esse for o caso, é provável que você possa adotá-lo.
Se não, dê abrigo temporário e divulgue nas redes sociais e vizinhos que você encontrou um gatinho fujão!

2. Leve o gatinho a um veterinário

Abrigar um felino requer cuidar de sua saúde desde o primeiro momento. Por isso, é necessário levá-lo ao veterinário para verificar se há algum problema, principalmente se você já tiver outros animais em casa.
O profissional vai identificar se ele está com pulgas, sarnas, parasitas e doenças contagiosas. Além disso, deve ser feito o teste de FIV (Aids Felina) e FeLV (leucemia felina), que podem contaminar outros gatos a partir de contato com o sangue e saliva, respectivamente.
Se esses testes derem positivo e você não tiver outros pets, tudo bem, basta cuidar do animal da melhor maneira possível. Se tiver outros felinos em casa e esses não tiverem a doença, eles precisam estar devidamente vacinados, caso contrário correm o risco de serem contaminados.
O veterinário vai avaliar e lhe informar tudo o que for melhor para o seu novo pet, inclusive tratamentos que forem necessários.

3. Adaptação do gato

Há bichanos que já ronronam e se sentem em casa no primeiro momento. Contudo, alguns demoram um tempo para acostumar. Respeite o tempo e o comportamento do animal. Pode ser que no primeiro dia ele busque esconderijos para se sentir seguro, afinal, ele estava na rua, com situações de risco o tempo todo.
Ofereça alimentos, brincadeiras e mostre que está tudo bem, mas sem forçar a barra. Nem todo gato gosta de colo e, aos poucos, ele vai se sentir em segurança para demonstrar carinho e agradecimento por ser resgatado e amado.
Se houver outros animais na casa, eles também devem se adaptar um com o outro até se acostumarem com o cheiro e comportamento alheio.

4. Casa equipada

Para quem é um adotante de primeira viagem, é importante equipar a sua casa com algumas coisas que eles vão usar diariamente.
Você vai precisar dos seguintes itens ao adotar um gato de rua:

  • comedouros: é necessário adquirir comedouros onde ele possa se alimentar. Escolha peças de material atóxico e de fácil lavagem.
  • Bebedouros: água é fundamental para evitar que os gatos tenham problemas renais. Por isso, ofereça vários bebedouros e até uma fonte, se possível.
  • Caixa de areia: gatos são instintivos e sempre procuram enterrar fezes e urinas, faz parte da natureza deles. Eles vão procurar por um lugar na sua casa e é melhor que seja em uma caixa de areia!

Esses são os itens básicos, mas você também pode adquirir ou fazer um arranhador, evitando que ele ataque seus móveis. Brinquedos também são bem-vindos, de maneira que você enriqueça o ambiente.

5. Planeje os procedimentos necessários

Verifique quais são os procedimentos que o gatinho deve passar para ter uma vida saudável. A partir do primeiro mês, ele já pode ser vermifugado. As vacinas contra raiva e várias outras doenças também são periódicas e o veterinário pode informar o melhor momento para dá-las.
Com seis meses, o felino deve ser castrado, evitando assim a superpopulação de gatos e prolongando sua vida.

6. Elimine rotas de fuga

Deixar o gato passear pela rua aumenta as possibilidades de doenças e óbitos. Sem contar que ele pode escapulir e você nunca mais encontrá-lo. Por isso, é recomendado que as janelas e possíveis saídas sejam teladas.
Dessa forma, você evita que ele saia ou caia de alguma janela e o mantêm em segurança. Gatos que vivem em ambiente doméstico tendem a viver mais!

Dica bônus: faça uma adoção responsável!

Ao decidir adotar, considere que você passará a ser responsável por uma vida. Os cuidados ao adotar um gato de rua incluem alimentá-lo de forma saudável, arcar com idas ao veterinário, vacinas, castração, telar janelas e dar atenção.
Você não pode, de repente, decidir que não quer mais o gatinho. Ele não é um objeto que pode ser passado para frente. Por mais que ele durma demasiadamente e seja independente, o carinho e as brincadeiras fazem parte do bem-estar dele, inclusive quando você for viajar.
No mais, adotar é um ato de amor e tomar essa decisão de forma consciente é o melhor a fazer!

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Medicina Veterinária

Médica oftalmologista e idealizadora do Convite à Saúde. Atualmente atende na Clínica Advision, nas especialidades de plástica ocular e cirurgia de catarata. Paralelamente, escreve e coordena o departamento de redação do portal, além de prestar consultoria na área de auditoria médica.

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