Médica sorridente fazendo um exame oftalmológico em uma criança
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Você nunca foi ao oftalmologista? Saiba que 40 a 50% dos casos de cegueira poderiam ter sido prevenidos
através de visitas regulares ao especialista.

As pessoas que tem alterações oculares na família, doenças sistêmicas que podem trazer complicações para a visão e nos indivíduos acima de 40 anos, o controle periódico é imprescindível para preservar a visão. Neste artigo você saberá quando a primeira consulta está indicada, como se preparar para ela e qual a periodicidade sugerida para os controles.

Teste do Olhinho

A primeira avaliação dos olhos do bebê é feita na maternidade. O “Teste do Olhinho” é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e foi instituído por lei em vários estados e é realizado assim que o bebê nasce, geralmente pelo pediatra. É um exame simples e rápido em que é projetado um feixe de luz dentro dos olhos do bebê e observado o reflexo vermelho. Se houver algum obstáculo ao feixe de luz, como uma catarata, tumor ou descolamento de retina, este reflexo estará alterado e o bebê será encaminhado imediatamente para avaliação oftalmológica. A detecção e tratamento imediatos destas doenças é imprescindível para evitar perdas de visão irreversíveis na criança.

Primeiro exame com o especialista: aos 6 meses de idade

Recomenda-se que a primeira consulta com um oftalmologista ocorra aos seis meses de idade. Durante este exame, realizado após dilatação das pupilas, o especialista irá realizar uma inspeção da superfície ocular, das pupilas, verificar se há estrabismo, realizar a retinoscopia e a fundoscopia. A retinoscopia possibilita verificar a presença de erros refracionais como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Mais importante do que saber se há possibilidade da criança precisar de óculos, é saber se existe uma diferença de “grau” entre os olhos, a chamada anisometropia. No estrabismo e na anisometropia, um dos olhos não desenvolve a visão de forma normal, ficando “preguiçoso” ou amblíope. A fundoscopia no bebê avalia a retina e o nervo óptico, verificando a presença de doenças como catarata congênita, glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e tumores. Se necessário, pode ser feita a medida da pressão intraocular durante esta avaliação, utilizando o Tonopen.

Durante a infância

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) sugere que um exame ocular completo seja realizado pelo oftalmologista a cada 6 meses durante os dois primeiros anos e depois anualmente até 7 a 9 anos de idade. O oftalmologista deve ser procurado em qualquer idade caso a família perceba algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • alteração do reflexo vermelho em fotografias (leucocoria)
  • “olho torto” (estrabismo)
  • pálpebra caída (ptose)
  • lacrimejamento constante
  • olhos vermelhos
  • secreção ocular
  • dificuldade para enxergar ou distinguir cores
  • tendência a apertar os olhos para tentar ver os objetos que estão longe
  • dores de cabeça
  • visão dupla

Nos adultos

Pessoas abaixo de 40 anos, saudáveis, sem história familiar de doenças oculares e que não apresentam outros fatores de risco para alterações visuais podem ser avaliadas a cada 2 ou 3 anos. Alguns fatores de risco para doenças oculares são: diabetes, hipertensão arterial, uso de medicações como amiodarona, etabutol, hidroxicloroquina, prednisona e tamoxifeno. Em qualquer época o oftalmologista deverá ser procurado imediatamente se aparecerem sinais ou sintomas oculares.

Após os 40 anos, é recomendada uma avaliação anual. Nesta faixa etária o risco de aparecimento de doenças oculares como glaucoma e catarata aumenta progressivamente. O diagnóstico precoce é a principal arma na prevenção de perdas visuais irreversíveis.

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