Você tem curiosidade de saber como é feita uma consulta oftalmológica? Se precisa pingar colírios e por quê? Por quanto tempo a sua visão ficará embaçada após a consulta? Para que servem todos aqueles aparelhos oftalmológicos? Essas e outras dúvidas serão abordadas neste artigo.

A escolha do oftalmologista
Escolher um profissional qualificado nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, recomendamos que seja preferencialmente alguém recomendado por pessoas próximas a você ou que seja reconhecido pela excelência de seu trabalho. Atualmente existem muitas referências online sobre os especialistas em oftalmologia. Consulte fontes de informação confiáveis antes de escolher os médicos que irão cuidar de você e da sua saúde. Nosso portal, por exemplo, disponibiliza um perfil de cada profissional, onde você pode se familiarizar com o especialista e pesquisar informações sobre seu currículo e experiência.

Agende um horário e se prepare

É recomendado levar um acompanhante para consultas oftalmológicas. Caso haja necessidade de pingar colírios para realizar os exames, a visão pode ficar embaçada durante 4 a 6 horas. Além disso, a luz do sol causa muito incômodo nas pupilas dilatadas. Por isso, leve óculos escuros para minimizar o desconforto após a consulta. Você também pode sentir um leve enjôo ou dor de cabeça. Não se preocupe, em poucas horas sua visão voltará ao normal.

No dia da consulta oftalmológica
O uso de lentes de contato deve ser suspenso nas 24 horas que antecedem o exame oftalmológico. Se você usa óculos, leve-os junto com as prescrições anteriores para que possam ser avaliados pelo médico. Chegue meia hora antes do horário agendado para que possa ser feito o preparo para o exame.

Preparo para o exame
As indicações para o uso de colírios antes do exame oftalmológico variam de acordo com o especialista. Os colírios utilizados para a consulta têm dois objetivos: paralisar a acomodação e dilatar a pupila.
A acomodação é a capacidade do olho de focalizar objetos próximos através da contração de alguns músculos. É através do mesmo processo, contudo, que somos capazes de nos adaptar e corrigir parcialmente pequenas alterações visuais, como a hipermetropia e o astigmatismo. Dessa forma, para medir com exatidão os “graus” de óculos, a acomodação deve estar paralisada na maioria dos casos.
A dilatação da pupila tem o objetivo de facilitar o exame do fundo do olho. Utilizando aparelhos variados, o oftalmologista é capaz de olhar dentro dos olhos e examinar a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos.

Durante a consulta
A consulta oftalmológica se inicia, como toda consulta médica, pela anamnese. Neste momento o paciente relata seu histórico pessoal, pontos relevantes na história familiar e apresenta suas queixas atuais. A seguir, o oftalmologista passa ao exame físico, iniciando pela avaliação das pálpebras, da superfície ocular, da motilidade ocular e das pupilas.
O próximo passo é medir a acuidade visual e avaliar a necessidade de correção visual. A visão para longe é medida utilizando uma tabela de optotipos, as famosas letrinhas. A medida da sua acuidade visual compara sua visão com a de um indivíduo teoricamente normal que enxerga o mesmo tamanho de letras a 20 pés ou seis metros. Por exemplo, se sua visão é 20/20, você enxerga a 20 pés o que uma pessoa com visão normal vê a 20 pés, ou seja, sua acuidade visual é normal. No caso de uma medida igual a 20/60, o paciente enxerga a 20 pés o que uma pessoa com visão normal enxergaria a 60 pés, ou seja, tem a visão comprometida. A porcentagem de visão representada por cada medida de Snellen está representada na tabela 1.
Entre os pacientes com mais de 40 anos, idade na qual geralmente se inicia a presbiopia ou vista cansada, a visão de perto é medida usando a tabela de Jaeger, com classificações de J1 a J5. É normal enxergar as letras da fileira J1 com a tabela posicionada a 30 cm dos olhos.
Realizado com a lâmpada de fenda, o exame de biomicroscopia permite a avaliação da maior parte das estruturas oculares. O olho é um dos poucos órgãos que permite, em um exame não invasivo, observar quase todas as suas porções. A biomicroscopia é capaz de examinar as pálpebras, os cílios, a conjuntiva e a esclera; córnea, a íris e cristalino; o corpo vítreo, a retina e o nervo óptico.
A tonometria é a medida da pressão intraocular. O aparelho mais confiável e utilizado pela maioria dos oftalmologistas para fazer essa medida é o tonômetro de aplanação acoplado à lâmpada de fenda. É instilado um colírio anestésico para maior conforto durante a medida.
O exame do fundo de olho pode ser realizado basicamente de duas formas. Durante a biomicroscopia – utilizando-se lentes especiais – ou através da oftalmoscopia direta ou indireta. O oftalmoscópio binocular indireto é o aparelho mais utilizado e permite a avaliação de toda a retina, desde a região central, chamada mácula, até a periferia, além de realizar o exame do nervo óptico e dos vasos retinianos.

Exames complementares
Se forem detectadas alterações oculares durante a consulta oftalmológica, o especialista irá solicitar alguns exames complementares para definir o diagnóstico e o tratamento. É importante conversar com o médico sobre a suspeita diagnóstica, assim como sobre os exames solicitados, a urgência desses e a cobertura por planos de saúde. A oftalmologia moderna conta com uma enorme variedade de aparelhos e exames que proporcionam muita segurança e exatidão nos diagnósticos. Você pode conhecer um pouco mais sobre eles ao ler “Exames complementares em Oftalmologia”.

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